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    PROIBIDO PROIBIR

    Por Angélica Bito
    27/04/2007

    Há 20 anos, o chileno radicado no Brasil Jorge Duran não dirigia um filme. Nesse meio-tempo, ele se dedicou mais a roteiros de filmes, como Jogo Subterrâneo (2004). Eis que ele volta evocando o cinema francês em Proibido Proibir, que em momentos lembra Jules e Jim, Uma Mulher Para Dois (1961), de François Truffaut. O título e maior lema na vida do estudante Paulo (Caio Blat) não vem de uma música de Caetano Veloso, mas sim numa das muitas frases de protestos escritas nos muros de Paris no fim dos anos 60 - conforme explica o próprio diretor.

    Paulo é universitário, estudante de Medicina que faz residência num hospital público. Ele mora com Leon (Alexandre Rodrigues), estudante de Ciências Sociais, que, por sua vez, namora a futura arquiteta Letícia (Maria Flor). Este é o triângulo principal do filme e, pelas ruas da zona norte carioca, tomam contato com a pobreza e a crueldade da vida real e adulta na periferia.

    Os três atores principais são bons. O roteiro também: mais do que um filme estritamente carioca, Proibido Proibir fala sobre os jovens e dialoga com esse público. O jogo que se forma na mente de um jovem adulto em meio à dura realidade brasileira é apresentada com clareza na tela na vontade de mudar o mundo versus o conforto do comodismo. No fim das contas, o triângulo amoroso que se desenvolve entre os personagens principais fica em segundo plano quando o diretor mostra como eles interagem nos ambientes nos quais vivem.

    O final é cansativo e tem um quê de melodramático, mas não chega a comprometer o filme todo, mostrando-se mais interessante do que pode aparentar especialmente pela forma honesta como a produção retrata os jovens e como os personagens tentam se engajar socialmente em meio a uma série de fatores apresentados como obstáculo para tal.