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    QUALQUER GATO VIRA-LATA 2

    Sequência consegue imprimir mais humor que filme original
    Por Edu Fernandes
    02/06/2015

    Uma das críticas recorrentes às comédias do cinema nacional é que seus roteiros estão imbuídos de moralismos e preceitos retrógrados. Tal acusação não se aplica a Qualquer Gato Vira-lata 2, cuja história começa com Tati (Cleo Pires, de O Tempo E O Vento) em meio à organização de um evento para surpreender Conrado (Malvino Salvador, de O Signo Da Cidade) e pedi-lo em casamento.

    O escritor foi convidado para participar de um congresso em Cancun e a protagonista aproveita a ocasião para realizar o pedido. Com transmissão em vídeo para o Brasil, a proposta de Tati é tão surpreendente que Conrado fica sem ação e dá uma resposta infeliz. O ocorrido abala o casal e o que deveria ser um noivado vira separação.

    É nesse ponto que volta em cena Marcelo (Dudu Azevedo, de Muita Calma Nessa Hora), ex-namorado de Tati. Ele é um mulherengo típico, mas não se recuperou do fim do namoro. Ao ver o revés da ex, parte para o México na companhia de Magrão (Álamo Facó, de Totalmente Inocentes) com a missão de reconquistar Tati.

    É com essa premissa que Qualquer Gato Vira Lata 2 faz desfilar suas piadas, a maioria delas baseada no humor pastelão. A comicidade funciona melhor que no filme anterior, muito por causa da adição de Roberto Santucci (Loucas Pra Casar) na direção. O cineasta já acumulou bagagem no gênero e sabe conduzir uma produção dessa natureza. Por outro lado, há algumas piadas que não são tão bem executadas, por fraqueza no roteiro ou falta de traquejo de alguns atores.

    Ainda no quesito elenco, as novas aquisições da franquia são muito bem-vindas. Mel Maia (Avenida Brasil) interpreta Julia, uma garota subornada por Marcelo para se passar por sua filha e amolecer o coração da amada. No viés dramático do enredo, Fábio Jr. (Tal Pai, Tal Filho) faz uma participação especial como o pai de Tati. A cena claramente mistura emoções da vida real com a história ficcional e cria um momento tocante.

    No final das contas, Qualquer Gato Vira Lata 2 pode ser considerado um saldo positivo. Há melhorias evidentes na qualidade da produção e o filme traz alguma dose de libertinagem no roteiro. Os críticos podem torcer o nariz, mas as comédias cinematográficas estão longe de acabar. Sendo assim, é melhor comemorar os avanços que o gênero demonstra.