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    QUANDO ME APAIXONO

    Com direção de Helen Hunt, drama não passa de um filme mediano e convencional<br />
    Por Celso Sabadin
    01/09/2010

    Helen Hunt, atriz conhecida pelo seriado Mad About You e pelo Oscar que recebeu por Melhor é Impossível, decidiu dirigir seu primeiro longa: a partir do livro de Elinor Lipman, Helen realizou Quando Me Apaixono, tradução meio esquisita do original Then She Found Me.

    Não que as traduções devam necessariamente ser fieis aos seus originais, mas o título brasileiro em questão sugere um romance rasgado, o que não é exatamente o caso. Na verdade, a trama se centraliza em April (vivida pela própria Helen Hunt), uma professora de 39 anos, adotada desde bebê por uma tradicional família judia, que se vê obrigada a administrar uma gigantesca crise pessoal. Quase que simultaneamente, seu marido (Matthew Broderick) a abandona, sua mãe adotiva morre, e Bernice (Bette Midler) a procura dizendo ser sua mãe biológica. Não sem motivo, a vida de April desmorona.

    O filme então passa a focar o conturbado relacionamento que April inicia com Bernice, e o encantamento que ela começa a nutrir pelo inglês Frank (Colin Firth), que vem a ser pai de um de seus alunos. Claro, porque confusão pouca é bobagem.

    Mantendo um estilo bastante convencional – até certo ponto previsível – de roteiro, estética, e direção, a diretora estreante hesita entre o humor, o drama e o romance. Uma hesitação que resulta numa indefinição e numa falta de aprofundamento dos temas que levanta, fazendo com que Quando me Apaixono se transforme num filme nada além de mediano. Um programa que pode levantar algumas questões familiares interessantes, principalmente entre mães e filhas, desde que não se criem grandes expectativas pelo filme.

    Curiosidade: o médico que realiza ultrassom na protagonista é interpretado pelo famoso escritor Salman Rushdie, banido de alguns países muçulmanos por causa de seus Versos Satânicos.