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    QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO

    Por Celso Sabadin
    29/06/2007

    Das recentes adaptações de histórias em quadrinhos para o cinema, provavelmente a mais despojada no bom sentido da palavra, "moleque", tenha sido Quarteto Fantástico, de 2005. O filme tinha muito bom humor, ação, efeitos em profusão, roteiro ágil e boa química entre os personagens. Tudo bastante direto e franco, sem muitas crises existenciais a serem resolvidas. Tamanha simplicidade fez do projeto um respeitável sucesso comercial de US$ 330 milhões de faturamento nas bilheterias mundiais.

    Os produtores mantiveram o mesmo diretor do primeiro episódio (Tim Story, isso é nome de gente ou de filme da Pixar?) para a continuação Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Este segundo capítulo consegue manter o mesmo pique do filme original, com a vantagem de apresentar um novo personagem, que o próprio título já fez questão de frisar.

    A aventura começa mostrando a tensão dos preparativos para o casamento de Reed Richards (o galês Ioan Gruffudd, de Rei Arthur) e Sue Storm (Jessica Alba, de Sin City - A Cidade do Pecado), que se apaixonaram no primeiro episódio. Como se as preocupações com vestido, bolo e festa já não fossem estressantes o suficiente, o casal ainda vai ter que lidar com o governo norte-americano, que exige de Richards uma rapidíssima solução para as violentas perturbações cósmicas que o planeta vem misteriosamente sofrendo. Apagões elétricos e pane nos sistemas de aviação podem até fazer parte do cotidiano do brasileiro, mas nos EUA esta crise precisa ser investigada e evitada. Com casamento marcado ou não, isso é um serviço para o Quarteto Fantástico.

    Nem é preciso dizer que todas as perturbações cósmicas que vêm atazanando o planeta estão sendo provocadas pelo Surfista Prateado, personagem dublado por Laurence Fishburne (Matrix). Está armada a trama. A partir daí, o filme é uma deliciosa e totalmente despretensiosa viagem pelo mundo juvenil dos super-heróis através dos carismáticos personagens criados por Jack Kirby e Stan Lee (que, por sinal, aparece numa ponta, como tem feito sempre em filmes produzidos a partir de seus personagens).

    É inegável que o roteiro parece muito "inspirado" (copiado?) do desenho animado Os Incríveis, no qual o casal de heróis também se envolve em mil aventuras exatamente no dia marcado para seu casamento. E, da mesma forma, tudo isso gera uma dúvida sobre o fato de pessoas super-poderosas poderem ou não constituir uma família normal. De onde vem a pergunta recorrente: o que é normal? Por outro lado, como a animação da Pixar por sua vez também é uma grande paródia sobre o universo dos super-heróis, confesso que não tenho conhecimento quadrinístico suficiente para saber quem copiou quem. Afinal, o roteirista Don Payne afirma que baseou o filme nas edições 48, 57, 58, 59 e 60 do gibi, que eu não li (alguém me empresta?).

    No fundo, nada disso é muito importante. Vale mesmo é liberar o lado juvenil de cada um e se deixar envolver pelo ritmo e pelo bom humor deste, agora, Quinteto Fantástico.