QUATRO AMIGAS E UM JEANS VIAJANTE

QUATRO AMIGAS E UM JEANS VIAJANTE

(The Sisterhood Of The Traveling Pants)

2005 , 119 MIN.

anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 16/09/2005

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ken Kwapis

    Equipe técnica

    Roteiro: Ann Brashares, Delia Ephron, Elizabeth Chandler

    Produção: Andrew A. Kosove, Broderick Johnson, Christine A. Sacani, Debra Martin Chase, Denise Di Novi, Melissa Wiechmann, Steven P. Wegner

    Fotografia: John Bailey

    Trilha Sonora: Cliff Eidelman

    Estúdio: Alcon Entertainment, Alloy Entertainment, DiNovi Pictures, John Thomas Special FX

    Montador: Kathryn Himoff

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alexis Bledel, Amber Tamblyn, America Ferrera, Blake Lively, Bradley Whitford, Emily Tennant, Erica Hubbard, Ernie Lively, George Touliatos, Jacqueline Ann Steuart, Jenna Boyd, Kendall Cross, Kyle Schmid, Leonardo Nam, Maria Konstadarou, Michael Rady, Mike Vogel, Nancy Travis, Rachel Ticotin, Sarah-Jane Redmond

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Se você estivesse olhando o guia de programação dos cinemas à procura de um filme para assistir, você pensaria em ir à sessão de um chamado Quatro Amigas e um Jeans Viajante? Confesso que eu passaria direto. Felizmente, o título bobinho não corresponde à qualidade da produção, que traça um honesto e sensível painel de alguns dramas vividos por adolescentes nos dias atuais, cujos problemas estão relacionados não somente a garotos, mas à auto-estima, família e outros valores em pauta nesse universo tão pitoresco: o das meninas adolescentes.

    Baseado no livro homônimo da escritora Anne Brashares, Quatro Amigas e um Jeans Viajante mostra um verão na vida de quatro amigas. Inseparáveis desde a infância, Tibby (Amber Tamblyn, do seriado Joan Of Arcadia), Lena (Alexis Bledel, do seriado Gilmore Girls), Carmen (America Ferrera) e Bridget (Blake Lively) preparam-se para passar as primeiras férias de verão separadas. Lena vai visitar sua família na Grécia; Carmen viaja para a Carolina do Norte a fim de visitar seu pai; Bridget passa algumas semanas numa colônia de férias especializada em futebol feminino no México. Tibby é a única que permanece em Maryland, trabalhando em um supermercado e produzindo um documentário. Cada uma das garotas tem temperamentos e tipos físicos completamente diferentes. Relacionada a essa diferença, acontece a "magia" que as une durante o verão. Quando elas encontram uma calça jeans que veste a todas muito bem, o grupo resolve fazer um pacto: a peça de roupa ficará uma semana com cada uma das garotas. Acompanhando as idas e vindas da calça, Quatro Amigas e um Jeans Viajante mostra o que acontece com cada uma das meninas nas férias transformadoras.

    Nessas viagens, as garotas descobrem alguns valores, como o do primeiro amor, a falta que uma mãe faz na formação de uma garota, a amizade e da família. O elenco principal, formado por jovens e talentosas atrizes, ajuda a valorizar a produção. O argumento, simples e banal, é desenvolvido de uma forma sensível, fazendo com que Quatro Amigas e um Jeans Viajante seja emocionante na medida certa, passando longe sentimentalismo barato na maioria das vezes. Sem subestimar seu público alvo, a produção, dirigida por Ken Kwapis, funciona como um inteligente retrato das aflições femininas durante seu período mais confuso. O verão marca, para as protagonistas, uma época de transformações radicais e o filme consegue passar ao espectador com honestidade esses sentimentos conflituosos. A calça jeans - que, misteriosamente, serve a todas - é uma metáfora para a autoconfiança compartilhada por todas. Ao vestir a peça, essas amigas sentem o apoio umas das outras e conseguem superar alguns obstáculos decisivos em suas formações.

    Quatro Amigas e um Jeans Viajante não é um filme destinado somente às garotas. Por tratar dessas questões presentes no cotidiano e na formação de qualquer um de forma tão sincera, é difícil não se identificar com os questionamentos e situações pelas quais passam as protagonistas. As personagens são tão diferentes entre si e tão bem-contruídas que essa identificação acontece naturalmente, envolvendo o espectador, independente da idade ou do sexo. Vale a pena dar uma chance à produção, por mais que o título seja bobinho demais. Afinal, teoricamente, despir-se de preconceitos é a regra número um ao entrar numa sala de cinema.



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