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    QUEM É MORTO SEMPRE APARECE

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    Uma série de peripécias com doses de humor negro ao estilo de filmes como os de Wes Anderson (A Vida Marinha com Steve Zissou), ocorrendo na gélida Alasca. Esse é o mote de Quem é Morto Sempre Aparece, filme independente do diretor Mark Mylod, que havia realizado Ali G Indahouse – O Filme (2002) e produções para a TV.

    Apesar das comparações com Fargo – Uma Comédia de Erros (1996), o filme é menos interessante do que aparenta ser. Aqui, Robin Williams é Paul, um agente de viagens e dedicado marido que possui exorbitantes dívidas a serem pagas. Numa última tentativa para eliminá-las, ele decide receber o seguro de vida no valor de US$ 1 milhão de seu irmão Raymond (Woody Harrelson), desaparecido há tempos.

    Para interpelar essa bolada aparece Ted (Giovanni Ribisi), o investigador da seguradora que desconfia das intenções de Paul, argumentando que Raymond não está desaparecido tempo suficiente para que o pagamento da apólice aconteça. A Ted a oportunidade vem a calhar: basta solucionar um caso de fraude para que possa sair da cidade com a sua namorada Tiffany (Alison Lohman), uma charlatona que aplica serviços de tele-ajuda.

    Quando Paul, acidentalmente, encontra um corpo dentro do latão de lixo em frente à sua casa, surge a idéia maluca de aproveitá-lo para faturar a apólice e, finalmente, pagar o seguro médico de esposa, a desmiolada e desbocada Margaret (Holly Hunter), uma portadora de síndrome de Taurette (aquela na qual a pessoa manifesta tiques nervosos). Obviamente, tudo não ocorre como planejado. Os assassinos do corpo misterioso, Gary (Tim Blake Nelson) e Jimbo (W. Earl Brown), retornam para recuperá-lo e, não encontrando, seqüestram Margaret até encontrá-lo novamente. Para completar o inferno astral de Paul, seu irmão volta ao saber de sua “morte”.

    Quem É Morto Sempre Aparece deixa aquela sensação de que falta alguma coisa. Além de não possuir um humor direto - o cinismo e o sarcasmo são mais difíceis de serem assimilados pelo público -, o roteiro de Collin Friesen não aproveita bem a condição de seus personagens nem abusa da bizarrice da história. Mylod não acertou o timing dessa transformação, cuja montagem também deixa a desejar.

    Por outro lado, as atuações são boas e eficazes, principalmente em se tratando de Holly Hunter, Giovanni Ribisi e Woody Harrelson. A exceção fica para Robin Williams, que não cativa com seu personagem, fato que pode ser explicado pelo estigma que herdou de seus ótimos papéis anteriores no gênero. Quem É Morto Sempre Aparece é somente mais uma comédia lançada em 2005. Descompromissada, escapa da lista dos piores somente pelo bom elenco de peso e pela trilha sonora esperta.