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    QUERO MATAR MEU CHEFE

    Com humor tipicamente televisivo, filme traz amigos que planejam assassinato dos patrões<br />
    Por Heitor Augusto
    01/08/2011

    Quero Matar Meu Chefe é o típico filme escrito por roteiristas acostumados com o humor da TV e dirigido por um diretor cujo trabalho parece ser apenas o de gritar “ação” e “corta” no início e no final de cada take. Piadas ágeis, citações a outros filmes, enredo simples e atores eficientes são comandados por um trabalho nulo de direção.

    Ou seja, Quero Matar Meu Chefe só consegue atingir sua “proposta” de entretenimento vazio por tudo que não depende de Seth Gordon, diretor do também nulo Surpresas do Amor. Das piadas gráficas aos tiques caricatos de cada personagem, os méritos dão a impressão de vir especialmente do roteiro de Michael Markowitz, John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein.

    O que significa reiterar uma constatação óbvia: a televisão, infelizmente, está invadindo o cinema. Não há outra coisa a pensar quando se assiste a um filme que corta a cabeça dos atores, usa e abusa dos clichês de passagem de tempo (panorâmicas sobre a metrópole) e conta majoritariamente com o desempenho de seus atores e a força destes para conquistar o espectador.

    No enredo, três amigos (Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis) odeiam, com muita razão, os respectivos chefes (Kevin Spacey, Jennifer Aniston e Colin Farrell). Num rompante após uma noite de bebedeiras, tomam uma decisão radical: matar os respectivos patrões.

    Quero Matar Meu Chefe trabalha na mesma frequência com o espectador já explorada em Se Beber, Não Case: a frustração do homem médio com a vida. Se no bando de lobos a solução era encher a cara e recapitular os absurdos acontecimentos após a ressaca, aqui são três homens que buscam uma solução improvável para um fato da vida real: os abusos das relações de trabalho e de poder.

    Fazer o que estão acostumados não é segredo para os protagonistas deste longa. Jason Bateman é o mesmo trabalhador passivo de Maré de Azar, Jason Sudeikis o maníaco sexual infantilizado de Passe Livre e Charlie Day é o mesmo sidekick boboca de Amor à Distância.

    Se fosse lançado direto na televisão, não faria diferença alguma. Quero Matar Meu Chefe carrega todos os cacoetes das produções para a telinha.