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    QUERO MATAR MEU CHEFE 2

    Comédia não inova, mas protagonistas agradam
    Por Daniel Reininger
    02/12/2014

    Quero Matar Meu Chefe não foi (nem de perto) o filme mais engraçado de 2011, muito menos o mais interessante. Mesmo assim, apesar das falhas, foi capaz de divertir por uma hora e meia e cumpriu sua função. Depois disso, raras foram as vezes que qualquer pessoa voltou a falar desse filme, até que, para surpresar de muitos, anunciaram a sequência. Mais do mesmo, o que já era esperado, a continuação usa todas as fórmulas do primeiro e nem ao menos tenta inovar, porém deve arrancar risadas de quem curte o original.

    O diretor Sean Anders e o produtor John Morris, de comédias questionáveis como Família Do Bagulho, assumiram a sequência e reescreveram o roteiro original de John Francis Daley e Jonathan Goldstein, pouco antes do início da produção. Por essa mudança de última hora, o texto sofre com falta de lógica, ideias descartáveis e piadas batidas. Ao invés da dupla pegar as melhores partes do primeiro filme e transformá-las em algo novo, como Anjos Da Lei 2 fez, eles usam exatamente as mesmas fórmulas, da mesma forma e imitam até a estrutura narrativa.

    Na trama, Nick, Kurt e Dale estão fartos de responder a chefes malucos e decidem se tornar seus próprios patrões ao criar um produto inovador. Eles procuram investidores e encontram o personagem de Christoph Waltz, que, obviamente, sacaneia o trio e os afunda em dívidas para roubar a empresa. Sem chances de apelar à justiça, afinal são idiotas o suficiente de assumirem compromissos sem contratos, os três decidem sequestrar o filho do investidor, Rex (Chris Pine). As coisas se complicam quando o rapaz decide apoiar o plano, enganar seu pai e embolsar US$ 5 milhões.

    As piadas variam de muito engraçado ao ofensivo, mas algumas chegam a ser racistas e misóginas e não conseguem nada além do silêncio da plateia. Os melhores momentos vêm do improviso dos três protagonistas. Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day se esforçam para fazer o fraco material funcionar na tela. E conseguem até certo ponto.

    Além disso, Chris Pine é boa adição ao usar toda a petulância que faz dele um bom Capitão Kirk em Star Trek, exagerar essa característica ao máximo, para conseguir ser o riquinho mimado mais insuportável possível. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito para Waltz, cujas raras aparições são oportunidades perdidas pela falta de inspiração do diretor.

    Os chefes originais sobreviventes, Kevin Spacey e Jennifer Aniston, retornam para a sequência, assim como Jamie Foxx, conselheiro criminoso que oferece ajuda aos protagonistas e garante algumas risadas. É bom rever os três, mas o retorno serve apenas para reforçar que essa produção se trata de uma sequência, afinal seus personagens ajudam pouco no avanço da trama ou na solução do problema dos protagonistas.

    Quero Matar Meu Chefe 2 é um passatempo, especialmente se você gostou do primeiro filme ou se consegue desligar seu cérebro por uma hora e meia. Não espere gargalhar, muito menos ser surpreendido, afinal, mesmo quando o filme se arrisca e tentar gerar reviravoltas minimamente inteligentes, cai nos mesmos clichês de sempre e decepciona. Isso não significa que a produção não possa ser boa opção de passeio para o fim de semana com amigos ou família, mas deve sofrer o mesmo destino do primeiro: cair no esquecimento assim que o espectador sair do cinema.