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    RAINHA & PAÍS

    Esperança e Glória tem sequência com mesmo tom
    Por Edu Fernandes
    24/06/2015

    Em 1987, John Boorman lançou Esperança e Glória sobre a infância durante a Segunda Guerra Mundial. Três décadas depois, ele retoma os personagens para falar sobre a juventude durante a Guerra da Coreia. Nesse meio tempo, o cineasta conseguiu manter o clima do filme anterior com uma receita equilibrada de drama, leveza e envolvimento sentimental com os conflitos na tela.

    A história da nova produção se passa dez anos depois do enredo de Esperança e Glória. Por isso, o elenco da nova fita é diferente do antecessor, apesar dos mesmos personagens – a única exceção é David Hayman (Operação Sombra: Jack Ryan) no papel do pai do protagonista. O salto temporal também indica que não é necessário ter visto o primeiro longa para acompanhar a história, apesar de algumas referências ao passado existirem.

    Agora Bill (Callum Turner, de Glue) tem 19 anos e continua morando na ilha no rio Tamisa. No entanto, o jovem terá de deixar o local porque foi convocado para o serviço militar obrigatório. Durante o treinamento, ele conhece Percy (Caleb Landry Jones, de Contrabando) e os dois logo se tornam melhores amigos. A partir daí, a dupla é responsável por levar a trama adiante.

    A sorte favorece e Bill e Percy não são convocados para o fronte no Oriente. Eles ficam com o posto de professores de datilografia para os recrutas, mas suas principais preocupações estão do lado de fora da sala de aula. Dentro do quartel, têm de lidar com um superior exigente (David Thewlis, de A Teoria De Tudo) que usa todas as oportunidades para repreender a dupla.

    No campo sentimental, os jovens saem a procura de garotas para aliviar os hormônios. Em uma noite de folga, conhecem a enfermeira Sophie (Aimee-Ffion Edwards, de Luther), que demonstra interesse por Billy. Contudo, os olhos do protagonista se voltam para uma mulher misteriosa (Tamsin Egerton, de Simplesmente Acontece) de olhos tristes.

    As atuações de modo geral estão um tostão mais exageradas do que se costuma ver no cinema contemporâneo. Essa é uma opção da direção, que remete à estética do filme anterior e a uma forma de contação de história mais antiga. Considerando todo o histórico por trás da produção, a escolha faz sentido.

    Como em Esperança e Glória, um conflito armado é parte do contexto dramático, mas funciona mais como cenário do que como tema. Há cenas dedicadas aos traumas da guerra e as motivações políticas que levaram as forças do Ocidente a enviar soldados para o pequeno país asiático, porém o foco está nas questões pessoais do personagem principal.

    Assim, Rainha e País torna-se um romance de formação mais do que um filme de guerra. Nessa toada, leva para a tela momentos de emoção e alguns instantes cômicos bem inseridos. Com essa proposta, consegue capturar o coração de seu público.