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    RAMBO - ATÉ O FIM

    Rambo 5 encerra dignamente a franquia, mas não acerta no sentimentalismo
    Por Diego Canha
    18/09/2019

    Revisitar franquias de sucesso não é uma novidade a essa altura do campeonato, mas poucos são os casos em que o principal nome dela é quem quer revisitar. E Rambo - Até O Fim é um desses poucos exemplos, com texto e ideia de Sylvester Stallone, John Rambo está de volta às telonas nesta quinta-feira.

    E a história não é complicada, Rambo está recluso na fazenda da sua família morando com Maria e Gabrielle, essa que é quase como uma filha para John. E a menina, ao atravessar a fronteira para procurar seu pai biológico, acaba sequestrada por um cartel mexicano. Só cabe ao Rambo voltar às origens para resgata-la e derrotar os criminosos.

    Até o sequestro de Gabrielle, vemos um Rambo pacato e cheio de sabedoria, mas sem deixar de se mostrar atormentado pelo passado e sempre acompanhado de pílulas. Após o sumiço de sua "filha", John volta a ser Rambo e está programado para matar a qualquer custo e das maneiras mais diferentes possíveis.

    O ritmo quando começa a caçada do protagonista é ótimo, o que destoa dessa primeira parte mais introspectiva, que flerta com o emocional. Não que não funcione, você acaba se importante um pouco com Gabrielle, mas ao mesmo tempo age contra o filme. Todo esse tom inicial pede que você leve o filme à sério, mas depois que ele deslancha para violência, se você encarar o filme a sério demais, não funciona.

    Pelo amor à franquia, prefiro ignorar essa tentativa de fazer eu me importar com Gabrielle. E, com isso, me ater ao tsunami de violência que o filme apresenta na sua parte final. O primeiro momento realmente violento, onde Rambo precisa tirar uma informação de um mexicano, já é um ótimo cartão de visitas do que vem pela frente."

    E realmente as cenas trazem uma violência gráfica que não é vista em filmes de ação, inclusive nos que são para maiores de idade. É ali, no momento em que Rambo transforma sua fazenda em uma mini Vietnã, que o filme brilha. Inclusive John poderia ter gastado um pouco do seu cérebro em bolar um plano de infiltração ao cartel que não terminasse com ele espancado, mas deixou para usar sua massa cinzenta na hora de montar as melhores e mais criativas armadilhas dentro de seus túneis.

    Se não houvesse um Logan tão recente, acredito que Rambo - Até O Fim teria me ganhado por completo. Porém, com uma despedida de ícone violento tão recente na cabeça, a comparação fica inevitável e a parte emocional é muito mais bem construída no longa com Hugh Jackman. E nada tira da minha cabeça que essa ideia de fechamento da franquia apareceu na cabeça do Sly após ter visto o último filme do Wolverine.

    A decisão final do Rambo e toda a construdção da ideia de que, no final das contas, ele nunca sairia vencedor, traz um fechamento digno e honroso à franquia. Que Rambo permaneça intocado por algumas décadas.