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    RECÉM-CHEGADA

    Por Celso Sabadin
    30/04/2009

    Não é exatamente uma novidade. A história de uma pessoa que chega desacreditada e ridicularizada em algum lugar, para cumprir alguma função, e depois de várias cabeçadas acaba dando certo na vida, melhorando a si própria e a todos que com ela conviveram durante a jornada - convenhamos - é um dos clichês mais comuns do cinema. Porém, o que o diretor dinamarquês Jonas Elmer prova na comédia romântica Recém-Chegada, sua estréia no cinema norte-americano, é que uma boa história, ainda que convencional e previsível, pode agradar bastante quando bem contada.

    Lembrando muito o filme Presente de Grego, que Diane Keaton protagonizou em 1987, Recém-Chegada mostra a trajetória de Lucy (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), uma ambiciosa executiva da ensolarada Miami que aceita ser transferida para o gélido Minnesota com o objetivo de cumprir uma tarefa das mais inglórias: reestruturar uma pequena fábrica local, com óbvias e maciças demissões.

    Após este brevíssimo ponto de partida - apresentado ao espectador ainda nos créditos iniciais -, Recém-Chegada se utiliza dos conhecidos contrapontos e dicotomias para criar suas situações de humor e romance. Miami é quente, Minnesota é fria. A protagonista é arrogante, os habitantes locais são amorosos. Lucy tem pressa na vida, enquanto os "caipiras" preferem vivê-la com qualidade. E assim por diante. O diferencial é que em nenhum momento a inteligência do público é subestimada, por mais previsível e esquemático que o roteiro pareça ser. E é. Tudo flui em ritmo agradável, com direção segura, situações bem resolvidas e ótimas atuações de todo o elenco. Sem contar que os temas desemprego e recessão assumem novos contornos nesta era de crise global.

    Os mais exigentes podem até acusar Recém-Chegada de ser apenas mais uma Sessão da Tarde. Pode ser. Mas quem não gosta de vez em quando de curtir um bom filme vespertino, com direito a chocolate quente e bolinho de chuva?