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    REFÉM DA PAIXÃO

    Açucarado, moroso e de personagens unidimensionais
    Por Roberto Guerra
    11/03/2014

    Este é um filme que suplica para o espectador torcer pelo êxito da história de amor de seus personagens centrais. Mas o desenrolar moroso e a pouca inventividade da trama não conseguem extrair nada mais que uma escassa simpatia por eles. E isso porque temos Kate Winslet e Josh Brolin como protagonistas. Os atores fazem a parte deles, mas a historinha do homem perfeito que aparece para salvar uma mulher da solidão parece extraída de um romance da coleção Sabrina.

    A trama se passa em 1987 e é narrada pelo ponto de vista do menino Henry (Gattlin Griffith. Quando adulto, Tobey Maguire). Ele mora com sua mãe Adele (Winslet) depois que o pai (Clark Gregg) a trocou por outra mulher. Henry percebe a profunda solidão em que vive sua mãe depois do fim do casamento. Ela tornou-se uma espécie de eremita, raramente sai de casa e dedica-se apenas a cuidar do filho. Este tentar suprir a ausência do pai, mas sabe que o amor que dedica à mãe não é suficiente.

    Numa quinta-feira que antecede o feriado do Dia do Trabalho (Labor Day, título original do filme), Henry convence a mãe a ir fazer compras na cidade. Lá, são coagidos por um fugitivo da Justiça chamado Frank (Brolin) a levá-lo ate sua casa para que possa se esconder da polícia que o persegue. Frank não usa de violência, mas um ferimento em sua barriga (aparentemente causado por um tiro) e a perspectiva de que possam estar diante de alguém perigoso, levam mãe a filho a não reagirem.

    Frank pretende passar apenas uma noite na casa de Adele e fugir num trem no dia seguinte. Mas o trem não vem por causa do feriado e ele vai ficando. Ficando e se mostrando o homem ideal. Cozinha para mãe e filho, conserta o carro e outros problemas da casa, ensina Henry a jogar beisebol e resolve um problema de excesso de pêssegos maduros ensinando Adele a fazer uma deliciosa torta. Com direito a se posicionar atrás dela enquanto seus dedos se entrelaçam sovando a massa. Não demora muito e a carente Adele começa a sair da depressão. O que vem adiante é previsível.

    Sim, o filme é de Jason Reitman, de Amor sem Escalas e Juno, mas não espere a ironia inteligente e o bom humor destes. Refém da Paixão é um dramalhão excessivo de personagens unidimensionais. Você até se esforça para gostar, mas simplesmente não consegue. Para quem não curte romances açucarados, a overdose de açúcar de quase duas horas pode soar indigesta.