Põster de Rei Arthur

REI ARTHUR - A LENDA DA ESPADA

(King Arthur: Legend of the Sword)

2016 , 126 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 18/05/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Guy Ritchie

    Equipe técnica

    Roteiro: Guy Ritchie, Joby Harold

    Produção: Akiva Goldsman, Guy Ritchie, Joby Harold, Lionel Wigram, Richard Suckle, Steve Clark-Hall, Tory Tunnell

    Fotografia: John Mathieson

    Estúdio: Safehouse Pictures, Village Roadshow Pictures, Warner Bros., Weed Road Pictures, Wigram Productions

    Montador: James Herbert

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Aidan Gillen, Annabelle Wallis, Astrid Bergès-Frisbey, Charlie Hunnam, Daniel Stisen, David Beckham, Djimon Hounsou, Eline Powell, Eric Bana, Hermione Corfield, Jude Law, Katie McGrath, Michael McElhatton, Mikael Persbrandt, Neil Maskell

  • Crítica

    16/05/2017 17h45

    Por Daniel Reininger

    Guy Ritchie se esforça para fazer uma versão modernizada da lenda do Rei Arthur, dessa vez com foco no entretenimento e pegada de filme de super-herói. Soou estranho? Pois é, de fato o longa tem elementos pop demais para a velha história, que praticamente some diante dos efeitos, mas isso não significa que não divirta.

    No longa, Arthur (Charlie Hunnam) deve aprender a aceitar que ele não é apenas um criminoso que conquistou status nas ruas da Londres antiga, mas sim filho de Uther Pendragon (Eric Bana) e verdadeiro rei da Inglaterra. O ator convence em sua jornada do herói, mas os clichês se acumulam em sua caracterização com temas recorrentes como o herói relutante, a busca por vingança e o peso do passado.

    Djimon Hounsou e Aidan Gillen são boas companhias para o protagonista, embora seus personagens, Bedivere e Bill respectivamente, não tenham muito para mostrar por serem mal desenvolvidos. O mesmo vale para Jude Law, bem como o terrível vilão Vortigern, afinal o ator é capaz de evitar uma caricaturização total do personagem, mas o papel não oferece muito para o ator aprofundar.

    Porém, essa é a história da lenda da espada, e Arthur não é nada sem sua Excalibur. E não só porque é uma arma lendária, também por conter o poder de Merlin e, efetivamente, ser capaz de vencer batalhas sozinha, o que deixa tudo muito fácil na realidade e tira o suspense das batalhas. O caminho do protagonista até dominar a arma lembra muito qualquer história de origem de super-heróis, então novamente caímos no problema de obviedades.

    A mão de Guy Ritchie fica clara em diversos momentos, principalmente nas cenas das ruas de Londres, dominadas por bandidos, gangues e valentões. Essas sequências são realmente ótimas.

    O problema do diretor é passar rapidamente por questões que poderiam ser melhor abordadas. As Terras Sombrias poderiam ter um filme próprio e como ponto de virada na trama deveria ser melhor desenvolvido, mas o diretor resolve passar por esse momento como se fosse um clipe musical com cortes rápidos. O mesmo vale para o final corrido e algumas questões mal explicadas por trás do vilão.

    Para compensar, o longa tem algumas cenas realmente boas, lutas inspiradas, perseguições cheias de adrenalina, ação desenfreada e alguns diálogos bem criativos, cenas que realmente funcionam e valem o ingresso. Sem falar que o mundo apresenta forças místicas misteriosas, magos e outros elementos fantásticos interessantes, assim como uma viva representação do submundo londrino na baixa idade média.

    Embora a produção de arte faça um bom trabalhos no cenários, o CGI, muitas vezes, deixa a desejar e as falhas ficam evidentes. O mesmo vale para o figurino, muitas vezes desleixados. Ao menos a trilha-sonora é realmente boa.

    Rei Arthur - A Lenda Da Espada causa uma mistura de emoções. Em alguns momentos empolga e você até esquece dos problemas óbvios da obra. Em outros, os defeitos são evidentes e assistir se torna uma pequena tortura. O abuso de clichês e a mistura de elementos da lenda original sem muito cuidado com a forma de apresentação e com floreios desnecessários acabam por causar frustração.

    Apesar da extensa lista de prós e contras, o filme consegue alcançar seu objetivo final: divertir sem preocupação com aprofundamento. É entretenimento puro, para assistir com amigos e comendo pipoca e não há nada de errado nisso.



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