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    RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

    Por Angélica Bito
    05/10/2007

    RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

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    Ação

    Os fãs da série Resident Evil - iniciada em 2002 e baseada em cultuado videogame homônimo - já sabem o que esperar de Resident Evil 3: A Extinção: zumbis, cenas de ação e Milla Jovovich. E, realmente, a terceira parte da saga da heroína não oferece nada de novo a não ser uma melhoria na direção de arte, especialmente na recriação de locais mundialmente conhecidos, como a cidade de Las Vegas, no Estado norte-americano de Nevada, todos sob uma perspectiva aridamente apocalíptica.

    A história de Resident Evil 3: A Extinção começa alguns anos depois da desenvolvida no filme anterior, Resident Evil 2 - Apocalipse (2004). A primeira cena já mostra Alice (Milla Jovovich) nua, o que deve agradar aos "marmanjões", público-alvo de filmes como este. É quando descobrimos que a corporação Umbrella está produzindo clones de Alice, sua experiência mais bem-sucedida Sob o comando do cientista Dr. Isaacs (Iain Glen), a corporação quer capturá-la para concluir um ousado experimento a fim de controlar o surto de zumbis, que ocupam cada vez mais a Terra após a liberação de um vírus, que se espalha rapidamente pelo planeta.

    Neste filme, a heroína torna-se uma viajante solitária, percorrendo um árido território norte-americano em sua moto enquanto foge da Umbrella. Em suas andanças, ela encontra um grupo de andarilhos sobreviventes que, conduzidos por Claire (Ali Larter, a Nikki da série Heroes), também fogem de zumbis enquanto tentam sobreviver. No grupo, Alice reencontra Carlos (Oded Fehr), do filme anterior.

    Na medida em que os personagens de Resident Evil 3: A Extinção ganham novos ambientes e exploram suas possibilidades pela sobrevivência, a ação toma conta do filme, com muitos zumbis trucidados e belas mulheres empunhando armas. Com seus novos poderes de telecinese, desenvolvidos a partir deste longa, Alice torna-se mais invencível ainda e nem a megalomania de Isaacs é capaz de detê-la. Os pontos baixos de Resident Evil 3: A Extinção encontram-se nos momentos em que as câmeras focam os experimentos do vilão em seu laboratório: o forte da produção é, definitivamente, a ação. O filme é o primeiro da série dirigido pelo australiano Russell Mulcahy, que, aproveitando muito bem os cenários naturais por onde Alice e sua trupe circulam, injetou mais ação ainda ao filme.

    Resident Evil 3: A Extinção traz boas cenas de ação, especialmente quando Alice e seus companheiros saem trucidando zumbis. Os efeitos especiais convencem, mas o filtro digital aplicado no rosto de Milla Jovovich em algumas cenas faz com que ela fique com a pele mais limpa na região; honestamente, ainda não entendi o motivo desta escolha, já que a atriz é naturalmente bela e não precisa de um efeito que transforma seu rosto como o de um personagem de animação.