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    RIDDICK 3

    Filme é sequência adequada de Eclipse Mortal
    Por Daniel Reininger
    10/10/2013

    Com abordagem similar a Eclipse Mortal, Riddick coloca o anti-herói interpretado por Vin Diesel novamente na luta por sobrevivência. Isso não significa que temos algo tão bom quanto o original - um ícone da cultura geek -, mas é o suficiente para divertir os fãs, principalmente por ser melhor do que o segundo filme.

    A história começa algum tempo após A Batalha De Riddick, longa que expandiu o universo da franquia com referências a Duna e, mesmo assim, desagradou muita gente. Nele, o protagonista se torna líder de uma facção militar e religiosa conhecida como Necromongers. Obviamente, Riddick conseguiu irritar seus "seguidores" e no começo desta continuação é deixado para morrer em um planeta inóspito.

    Como estamos falando de um dos personagens mais durões do cinema, essas pequenas adversidades não o intimidam e ele se adapta rapidamente à nova realidade. Logo de cara, corrige uma perna quebrada da maneira mais dolorosa possível e até doma um cão alienígena para lhe fazer companhia. O cachorro, obviamente, está lá para humanizá-lo e garantir a expressão de seus pensamentos em meio à solidão.

    Esse isolamento garante algumas boas cenas ao apresentar a jornada de um homem corajoso por terras selvagens. Só que Riddick fica tempo demais sozinho e isso começa a incomodar, afinal o que faz dele um personagem tão legal é exatamente sua interação com bons coadjuvantes, como vimos nos primeiros filmes.

    Eventualmente, dois grupos de mercenários chegam ao planeta para capturá-lo e as coisas ficam ainda mais parecidas com Eclipse Mortal. O problema é que a partir desse momento Vin Diesel some da tela. Quem passa a comandar o show são os coadjuvantes e nem preciso dizer como isso é problemático, principalmente depois de passarmos meia hora vendo apenas o protagonista.

    Nesse tempo, alguns personagens lutam por atenção. A musa geek Katee Sackhoff, de Battlestar Galactica, esbanja sensualidade e força no papel da esquentada Dahl. O vilão Santiago (Jordi Molla) arranca risadas ao agir como um babaca. Quem rouba a cena mesmo e funciona como o verdadeiro antagonista é Johns (Matt Nable), pai do mercenário encarregado de escoltar Riddick em Eclipse Mortal e líder da caçada nesta sequência.

    Quando Vin Diesel retorna, ao lado de alguns monstros bem feios, as coisas esquentam. O que não impressiona, porém, é a qualidade visual. Ao longo de todo o filme podemos reparar que alguns efeitos especiais ficam abaixo da qualidade habitual de Hollywood. No entanto, essa falha é compensada pela direção de arte, responsável por criar uma densa atmosfera alienígena e encher a tela de criaturas bem estranhas – algumas genuinamente interessantes.

    Apesar de previsível, o longa entrega ação e violência no estilo de Predador e Aliens, com momentos capazes de equilibrar humor e suspense. Como ninguém esperava uma obra dramática com diálogos adultos e emocionantes, o maior problema são as cenas similares demais a Eclipse Mortal e o exagero de "serviço ao fã" – situações criadas apenas para relembrar bons momentos da série.

    Com clima de filme B, Riddick cumpre a promessa feita por Vin Diesel de retornar ao universo futurista da série - tarefa difícil depois do fracasso de A Batalha De Riddick. Nos Estados Unidos, a produção foi bem nas bilheterias, graças à violência descompromissada e ao protagonista que sabe como intimidar seus oponentes de um jeito único. É o típico filme-pipoca, cheio de lugares-comuns e clichês mas, ainda assim, é um dos melhores "mais do mesmo" que você vai encontrar nos cinemas este mês.