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    RIO 2

    Continuação é bela, mas não supera original
    Por Daniel Reininger
    25/03/2014

    Carlos Saldanha (A Era Do Gelo 2) volta ao colorido mundo das ararás azuis com Rio 2. A nova aventura deixa a cidade maravilhosa de lado e parte para a Amazônia, onde o protagonista Blu enfrenta um novo perigo: a família de sua esposa, Jade. Embora belo visualmente, o longa deixa a desejar pela falta de criatividade e não supera o original.

    Logo após o Réveillon, o ornitólogo Túlio (voz de Rodrigo Santoro) eLinda estão na Amazônia estudando pássaros raros quando cruzam com ararás consideradas extintas. Eles anunciam para o mundo sua descoberta e entram no caminho de um contrabandista de madeira ilegal. Blu, acostumado com a vida doméstica, e Jade, decidem ajudá-los a encontrar outros de sua espécie e se preparam para cruzar o país em busca de seus parentes perdidos. Assim partem com os filhos para Manaus.

    O exagero de antagonistas deixa a trama bagunçada e rasa. Roberto rivaliza com Blu pelo amor de Jade, Eduardo é o sogro durão que quer um genro à altura, as ararás vermelhas são inimigas das azuis, até Nigel, vilão do primeiro, retorna com dois capangas em busca de vingança. Isso sem falar dos madeireiros citados acima. São personagens demais para acabar com a graça do protagonista e falta tempo para resolver de forma coerente todas as tramas paralelas.

    Apesar da narrativa fraca, o visual é impressionante. Saldanha teve muita atenção aos detalhes na hora de recriar a Amazônia com CGI e, mais uma vez, as cores explodem na tela, especialmente em 3D. As coreografias inspiradas em danças nativas como carimbó, maracatu, ciranda e quadrilha junina, estão ótimas e funcionam bem durante os números musicais. As canções deixam de lado o samba e focam nessas outras sonoridades brasileiras - quem gosta desses estilos musicais não poderá reclamar.

    O humor da animação da Blu Sky é extremamente físico e faltam tiradas inteligentes presentes em filmes como Uma Aventura Lego e Frozen - Uma Aventura Congelante, longas que impressionaram nesse último ano e cujas canções também são mais interessantes, apesar de Rio 2 ser tão musical quanto. A vantagem aqui é ter músicas criadas em português, que ficam mais naturais para o público brasileiro.

    Rio 2 é capaz de divertir a criançada sem deixar os pais entediados. E isso já é muito se levarmos em consideração outras animações recentes. O filme tem personagens carismáticos, marca registrada de Saldanha, e ótimas sequências de ação, como uma animada partida de futebol. Faltou segurar a onda na hora de criar conflitos e desenvolver melhor as situações apresentadas.