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    ROCK EM CABUL

    Nem Bill Murray salva a trama desinteressante
    Por Iara Vasconcelos
    01/06/2016

    O longa de Barry Levinson (Rain Man) é inspirado na história real de Lima Sahar, primeira mulher a participar da competição musical Afghan Star – uma espécie de American Idol do Afeganistão.

    Na trama, Bill Murry vive o empresário decadente Richie Lanz (Bill Murray), que aceita fazer uma tour para os soldados americanos em Cabul ao lado da problemática estrela Ronnie (Zooey Deschanel), mas ela resolve fugir, deixando ele à mercê de um contrato.

    Após ouvir a bela voz de Salima (Leem Lubany), ele decide que precisa levá-la para o Reality musical, entretanto ela vem de um povoado rígido e super religioso e a presença no programa pode custar sua vida e a de Ronnie também.

    Claro que a história de uma jovem que desafiou a sociedade e os preceitos de sua religião para realizar o sonho de cantar – que lhe é proibido por ser mulher - é uma premissa interessante e que pode render bons frutos, ainda mais baseada em um caso real. Entretanto, o foco demora muito para recair sobe Salima, que acaba não se tornando o principal da trama.

    Mesmo com todo o carisma de Murray, e sua excelente performance, seu personagem não é tão atrativo a ponto de segurar a primeira parte do filme sozinho. Na verdade, nenhum dos personagens possui profundidade suficiente para causar apelo no espectador. As piadas prontas também não exploram todo o potencial cômico de Murray.

    Outro grande problema de Rock Em Cabul é a representação estereotipada, e por vezes ofensiva, do Oriente Médio, claramente partindo de uma visão ocidental, onde o outro é visto como animalesco e subdesenvolvido em comparação com a américa "livre" e mente aberta.

    Rock Em Cabul está longe de ser um desastre, mas é um daqueles filmes descartáveis, o que é uma pena já que a história de Lima Sahar, se encarada com um pouco mais de seriedade e comprometimento, tinha potencial para ser memorável.