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    ROCKNROLLA - A GRANDE ROUBADA

    Por Angélica Bito
    31/10/2008

    Depois de ser apontado como promissor cineasta em seu primeiro longa-metragem, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998), o cineasta inglês Guy Ritchie conseguiu manter o ritmo em Snatch - Porcos e Diamantes (2000), mas conheceu o sabor da decadência a partir da comédia romântica Destino Insólito (2002), que, apesar de ser protagonizada pela estrela Madonna - que vinha a ser sua esposa até poucos dias antes desta crítica ser escrita -, foi um fracasso artístico e de bilheteria, tendo faturado menos de US$ 600 mil após US$ 10 milhões gastos em sua produção.

    O filme significou a queda de Ritchie em sua até então ascendente carreira como diretor. Em RocknRolla - A Grande Roubada, ele volta a investir no gênero que o fez famoso em seus dois primeiros longas. Dito e feito: voltando a trabalhar no time que o fez ganhar no começo de sua carreira, o cineasta volta a merecer destaque no mundo cinematográfico.

    O RocknRolla do título define os personagens do longa: são pessoas que querem curtir o que há de melhor na vida. A famigerada trilogia "sexo, drogas e rock'n roll". Mas aos montes. E é exatamente isso que o filme oferece ao espectador, além de tramóias interligadas que nunca seriam facilmente acompanhadas se não tivesse um narrador explicando. De qualquer forma, elas envolvem um chefão do crime (Tom Wilkinson), um trio de bandidos (Gerard Butler, Idris Elba e Tom Hardy), uma contadora sexy (Thandie Newton) que, entediada, resolve se envolver com o crime pra faturar uma bolada; um roqueiro doidão e excêntrico (Toby Kebbell); um milionário russo (Karel Roden) que se envolve com o chefão inglês para instalar seus negócios em Londres; o braço direito do chefão que sabe de absolutamente tudo (Mark Strong).

    RocknRolla - A Grande Roubada traz uma porção de personagens cujas histórias vivem se cruzando. A direção é moderna e dinâmica, sempre permeada por cenas de violência esteticamente bem trabalhadas. O momento no qual o tal do roqueiro doidão espanca um segurança com um lápis na porta de uma boate, enquanto a banda The Subways canta Rock'n Roll Queen lá dentro, é um bom exemplo de como Ritchie é mestre em fazer esse tipo de filme calcado na violência, sublinhada muito bem pela trilha sonora alucinante. A questão dos muitos personagens é extremamente bem-resolvida pelo roteiro de Ritchie - também cheio de diálogos espertos e divertidos -, que os desenvolve bem, ao mesmo tempo em que apresenta claramente as tramas que correm paralelamente.