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    RODÊNCIA E O DENTE DA PRINCESA

    Animação 3D do Peru falha das formas mais variadas
    Por Daniel Reininger
    21/02/2014

    A primeira animação 3D do Peru, Rodência e o Dente da Princesa, falha na missão de levar diversão e fantasia aos pequenos. A computação gráfica de baixa qualidade é apenas parte do problema, já que o filme cai no mesmo erro de tantas outras obras do gênero: prioriza as risadas fáceis do público infantil e deixa os adultos de lado.

    A capacidade de contornar esse problema é importante para sucesso de longas como Frozen - Uma Aventura Congelante ou Procurando Nemo, afinal, eles agradam a todos. Entretanto, esses filmes também desenvolvem histórias interessantes, coisa que também não acontece neste caso. A narrativa segue a típica jornada do herói e falha feio também no quesito criatividade.

    Na trama, o ratinho Edam é um atrapalhado aprendiz de mágico que, ao lado de sua amiga Brie, uma habilidosa amazona, e dois dos maiores guerreiros do reino, procura pelo dente de uma princesa humana. O lendário item é considerado fonte de grande poder e a única coisa capaz de salvar Rodência do terrível Rotex, líder do exército das ratazanas e vilão de aparência amedrontadora.

    O roteiro simples e linear nem tenta esconder as influências de Star Wars, O Senhor Dos Anéis; além disso, não apresenta grandes conflitos ou profundidade. No esforço de criar um conteúdo acessível, o diretor David Bisbano esqueceu que precisava de algo além de imagens coloridas na telona. Exatamente por isso, o tédio deve vencer rapidamente até mesmo aqueles que são grandes fãs de animações.

    Os problemas técnicos apenas reforçam a fragilidade da produção. As cores são fortes demais, as texturas chapadas e os movimentos dos personagens duros, mas não por questão de estilo, e sim por falta de técnica mesmo. Além disso, o 3D não faz a menor diferença, apesar de essa ser a primeira animação a fazer uso da tecnologia no país vizinho.

    Rodência e o Dente da Princesa até chega a ter alguns momentos animados, como batalhas e lutas com criaturas fantásticas, mas são raros e muito mal aproveitados. Além disso, a mensagem positivista do final é mais do que clichê e totalmente dispensável. No final das contas, são muitos os motivos para evitar esse filme. Porém, para os pais, é mais uma opção de passeio com os pequeninos no fim de semana.