SANEAMENTO BÁSICO, O FILME

SANEAMENTO BÁSICO, O FILME

(Saneamento Básico, O Filme)

2007 , 112 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 20/07/2007

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Jorge Furtado

    Equipe técnica

    Roteiro: Jorge Furtado

    Produção: Zu Escobar

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: Leo Henkin

    Estúdio: Casa de Cinema de Porto Alegre, Globo Filmes

    Montador: Giba Assis Brasil

    Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil

    Elenco

    Bruno Garcia, Camila Pitanga, Felipe de Paula, Fernanda Torres, Giovanni Martini, Irene Brietzke, Janaína Kremer, Lázaro Ramos, Lúcio Mauro Filho, Marcelo Aquino, Margarida Leoni Peixoto, Milene Zardo, Paulo José, Raphaela Sirena, Sandra Possani, Sérgio Lulkin, Stephanie Siqueira, Tonico Pereira, Wagner Moura, Zéu Britto

  • Crítica

    20/07/2007 00h00

    Saneamento Básico, O Filme, o quarto longa-metragem dirigido pelo cineasta gaúcho Jorge Furtado (Meu Tio Matou um Cara), marca uma série de mudanças em sua cinematografia. Com um humor ágil e roteiro inteligente, o filme trata com muito bom humor o conhecido "jeitinho brasileiro" de se superar obstáculos e ainda faz uma delicada declaração de amor à arte cinematográfica.

    O filme se passa numa simplória comunidade de imigrantes italianos no interior do Rio Grande do Sul. Marina (Fernanda Torres) e Joaquim (Wagner Moura) são casados e lideram um grupo de residentes que se mobiliza para construir uma fossa para abrigar o esgoto local, até então a céu aberto. Quando procuram a prefeitura para solicitar verbas, são informados de que não há valores disponíveis para o saneamento básico. No entanto, existe um montante de R$ 10 mil, destinado à produção de um curta-metragem de ficção. Eles resolvem produzir um vídeo de baixíssimo orçamento e usar o dinheiro que a prefeitura disponibilizaria para ele na construção da fossa.

    Aos poucos, os personagens se envolvem cada vez mais com o curta-metragem. A irmã de Marina, Silene (Camila Pitanga), descobre-se atriz, assim como seu namorado, Fabrício (Bruno Garcia), também o dono da câmera usada nas filmagens. Marina e Joaquim ganham as funções de roteiristas, diretores e produtores. Até o pai das irmãs, seu Otaviano (Paulo José), cede em sua teimosia e se envolve na produção do vídeo.

    As mudanças de estilo no trabalho de Jorge Furtado em comparação aos longas anteriores são evidentes: além de não ter um narrador, o roteiro não gira em torno de personagens juvenis, como nos outros filmes. Aqui, Furtado mostra um humor muito mais afiado, um roteiro sagaz e diálogos que funcionam muito bem, principalmente por conta da atuação dos atores. Fernanda Torres e Wagner Moura, trabalhando juntos pela primeira vez, mostram química e timing perfeitos para o texto de Furtado.

    Além de ser uma comédia deliciosa, os personagens de Saneamento Básico, O Filme têm uma ligação afetiva forte e calorosa. É como se os laços familiares poucos importassem na afetividade entre os protagonistas; os atores estão confortáveis o suficiente no filme a ponto de passar essa impressão ao espectador, o que é essencial para o bom funcionamento do longa. Também fascina a forma como todos se envolvem com a produção do vídeo. Se no começo eles não faziam a mínima idéia do que é um filme de ficção, por exemplo, são conquistados pela arte de se fazer filmes ao longo do processo. Com um humor ao mesmo tempo inocente e extremamente sagaz, Saneamento Básico, O Filme é o filme mais maduro na carreira de Furtado.



Deixe seu comentário
comments powered by Disqus