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    SANTO ANTONIO GUERREIRO DE DEUS

    Por Celso Sabadin
    17/11/2006

    Nesta época, são inevitáveis as listas dos melhores e piores do cinema do ano que está terminando. "Ao apagar das luzes", como diriam os antigos locutores esportivos, surge um fortíssimo candidato ao título de pior filme do ano: Santo Antonio Guerreiro de Deus, uma constrangedora biografia do popular Santo Antonio de Pádua, conhecido no Brasil como "casamenteiro".

    Antes de qualquer coisa, vale uma explicação: não tenho absolutamente nada contra filmes religiosos. Não costumo analisar um filme apenas pelo tema que ele aborda, mas principalmente pelas suas qualidades (ou falta delas) cinematográficas. Gostei até de Lutero e Paixão de Cristo. Mas este Santo Antonio Guerreiro de Deus chega perto daquelas "reconstituições" didático-religiosos que várias seitas oportunistas despejam pelas nossas madrugadas televisivas em programas de auto-ajuda que visam fazer com que o espectador preencha um cheque e faça uma doação.

    O filme tem uma narrativa das mais ingênuas, exageradas e caricatas. O experiente ator espanhol Jordi Mollá, que já trabalhou com Pedro Almodóvar e Bigas Luna, chega no limite do ridículo no papel título com suas sobrancelhas sempre arqueadas em expressão de piedade e dedo em riste para fazer discursos. Sacra e chorosa, a trilha do veterano Pino Donnagio parece não parar jamais. E o roteiro, para quem não conhece nada sobre a vida do Santo, tampouco esclarecerá muita coisa.

    Certamente uma péssima estréia do diretor e roteirista Antonello Belluco. Com filmes como Santo Antonio Guerreiro de Deus, não é de se estranhar que a religião católica venha perdendo fiéis no mundo todo.