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    SANTOS E DEMÔNIOS

    Por Celso Sabadin
    14/12/2007

    O escritor, cantor e músico nova-iorquino Dito Montiel, atualmente com 38 anos, resolveu escrever, roteirizar e dirigir um filme sobre ele mesmo. Conseguiu que o badalado Sting fosse seu produtor e assim realizou Santos e Demônios. A julgar pelo resultado do filme, Dito não tinha muito a ser dito. Este verdadeiro ego trip cinematográfico-depressiva mostra sem muita originalidade o crescimento do rapaz na difícil Nova York dos anos 80, momento em que muitos dos seus amigos e colegas acabaram embarcando na viagem sem volta das drogas.

    A trama usa o manjado recurso do flash-back biográfico e começa mostrando Dito (neste momento, vivido por Robert Downey Jr.) em Los Angeles, recebendo da mãe (Diane Wiest) a notícia de que seu pai estaria à beira da morte. Ele retorna ao bairro nova-iorquino de Queens, onde nasceu e cresceu, para ver o pai e, a partir daí, é inevitável o confronto com os traumas e memórias do passado. Nos flash-backs, o protagonista é interpretado por Shia LeBeouf.

    Santos e Demônios conseguiu prêmios e indicações em importantes eventos do cinema, incluindo os festivais de Veneza, Sundance e a premiação Independent Spirit. Mas é lento, desinteressante, fraco no conteúdo e repetitivo na forma. Chama a atenção, sim, o bom elenco, provavelmente seduzido pelo nome de Sting na produção. E nada mais.