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    SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

    Não é uma trama adolescente banal, mas sim um filme com um frescor jovem e bem humorado<br />
    Por Celso Sabadin
    04/11/2010

    Do nada, sem aviso, um dublê de super-herói pode arrebentar as paredes de uma balada e brigar violentamente com o protagonista. Ou de repente, sem motivo algum, o filme pode assumir ares de sitcom, com direito a plateia rindo e aplaudindo ao fundo. Assim é Scott Pilgrim Contra o Mundo, adaptação cinematográfica que Edgar Wright (de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso) dirigiu a partir dos quadrinhos de Bryan Lee O'Malley.

    Repleto de referências e ícones da cultura pop, o filme enfoca o simpático e carismático Scott Pilgrim (de Juno e Superbad), um garoto que namora uma menina de 17 anos apenas para passar o tempo enquanto tenta se esquecer da antiga namorada, que o dispensou. Entre desavenças com a irmã e com o colega de quarto (Kieran Culkin, irmão de Macaulay), Scott toca baixo na banda Sex Bob-omb. Tudo parece meio sonolento e sem sentido na vida de Scott, até o momento em que ele se apaixona pela inacessível Ramona (Mary Elizabeth Winstead, de À Prova de Morte). Que, para sua total supresa, corresponde à sua investida. Porém, para conquistar definitivamente a menina, Scott terá que dispensar a namoradinha adolescente grudenta e - pior - enfrentar uma bizarra Liga dos Ex-Namorados do Mal, composta por nada menos que 7 “ex” de Ramona. Entre eles, Brandon Routh (de Superman - O Retorno), Chris Evans (Quarteto Fantástico) e Jason Schwatzman (Viagem a Darjeeling).

    Parece uma trama adolescente banal? Não é. Além de registrar com precisão e afeto as dúvidas e inseguranças que assolam o mundo de quem está entrando na vida adulta, o filme é dirigido com um delicioso frescor jovem, que se nega a rezar pela ultrapassada cartilha hollywoodiana que prioriza a banalidade e o escatológico. Scott Pilgrim não apenas respeita o público para o qual se destina, como também é extremamente hábil e eficaz na utilização da linguagem ágil e divertida cultuada por este mesmo público.

    Esperto, bem humorado, rápido sem ser esquizofrênico, repleto de diálogos inteligentes e com uma deliciosa trilha sonora pop, Scott Pilgrim é um ótimo filme sobre jovens feito por jovens. Sem medo de criar, ousar, nem de misturar referências. Provavelmente uma das melhores produções sintonizadas com os novos ares deste século 21, que por sinal já caminha para a sua segunda década.