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    SE BEBER, NÃO CASE!

    Falta de ritmo para manter o humor é o principal problema na direção de Todd Phillips<br />
    Por Sérgio Alpendre
    20/08/2009

    Todd Phillips tenta estabelecer seu nome dentro da nova comédia americana, mas sempre bate na trave. É um diretor com problemas sérios com o ritmo das sequências e isso prejudica muito o tempo do humor em seus filmes.

    O mais novo exemplo é Se Beber, Não Case, a ressaca de uma despedida de solteiro vivida por quatro amigos em Las Vegas. Você sabe: "o que acontece em Vegas, fica em Vegas", frase clássica dos norte-americanos, repetida pelo pai moderninho da noiva. Um pai que parece apoiar a farra do futuro genro, antítese de Spencer Tracy em O Pai da Noiva, de Vincente Minnelli.

    O acerto foi fazer com que tudo que eles tenham feito enquanto altamente chapados seja descoberto pelo público ao mesmo tempo que eles descobrem. Como a droga que tomaram faz com que esqueçam as besteiras feitas, desde casar com uma stripper até roubar o tigre de Mike Tyson (sim, é ele mesmo, numa participação que é o ponto alto do filme), eles acordam com sequelas das mais esquisitas, e precisam descobrir onde o noivo - justo ele - foi parar.

    A dificuldade em administrar o ritmo faz com que o filme se perca em algumas das piadas, ainda que dê para se perceber que Phillips tem consciência desse problema e faz o possível para atenuá-lo.

    Na trama, existe superação - o exemplo mais claro é o do nerd que consegue, finalmente, responder à altura para sua mulher -, leves críticas ao departamento de polícia de Nevada (estado onde fica Las Vegas) e zoeiras com minorias (Black Doug, o chinês efeminado).

    No geral, é inferior ao Escola de Idiotas, que Phillips dirigiu em 2006. O alento é que dá para perceber uma evolução na intenção de criar uma dramaturgia, ainda que essa evolução seja muito tímida. Dá para rir também, mas não muito. Se o propósito for esse, melhor escolher outro filme.