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    SE EU FICAR

    Adaptação pesa a mão e pouco se conecta com o espectador
    Por Gustavo Assumpção
    03/09/2014

    Um rostinho bonito, uma boa dose de carisma e uma carreira bem agenciada parecem credenciar a jovem Chloë Grace Moretz para se tornar uma das queridinhas da indústria hollywoodiana. A atriz de apenas 17 anos já teve a oportunidade de trabalhar com diretores consagrados (como Martin Scorsese em A Invenção De Hugo Cabret) e estrelar blockbusters midiáticos (como o remake de Carrie - A Estranha).

    Agora, enfrenta um novo desafio: segurar um papel dramático intenso em Se Eu Ficar, adaptação de um best-seller de grande sucesso nos Estados Unidos. Com jeitão deprê, interpretações exageradas e um clima típico de filme adolescente, o longa aposta em uma narrativa simples e óbvia, claramente voltada para um público mais jovem.

    Chloë dá vida para Mia Hall, uma menina tímida, insegura e apaixonada por música clássica que conhece Adam (Jamie Blackley, de Branca De Neve e o Caçador), o popular líder de uma banda de rock.  Dessa união entre opostos surge uma relação amorosa construída em torno das idas e vindas típicas das comédias românticas, sem esquecer dos diálogos açucarados.

    Se Eu Ficar, então, traz um momento de ruptura: Mia sofre um acidente de carro com os pais que a deixa em coma. Perambulando pelo hospital durante uma espécie de experiência de quase morte, a garota consegue ver tudo o que acontece a sua volta: o sofrimento de seus avós, as demonstrações de amor de seu namorado, a dor de sua melhor amiga. E precisa tomar uma decisão das mais difíceis.

    É aí que o longa falha em acertar o tom. Se em sua primeira metade Se Eu Ficar é sutil e leve, criando uma certa empatia entre o espectador e os protagonistas, suas sequências finais são desnecessariamente pesadas. Sem saber dosar seu sentimentalismo, o roteiro (escrito por Shauna Cross, de O Que Esperar Quando Você Está Esperando) não consegue evitar o caminho das lágrimas fáceis, criando sérias dificuldades para se conectar com um público mais velho.

    Entre flashbacks que costuram a relação de Mia com os pais e detalhes do seu relacionamento, Se eu Ficar, é bem verdade, fala de vida e morte de uma maneira crua, longe do colorido que o tema ganha em filmes adolescentes. Mas, é preciso dizer que nem Chloë Grace Moretz e seu carisma impedem a adaptação de se tornar mais um drama banal - a não ser que você tenha 12 anos de idade.