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    SE EU FOSSE VOCÊ

    Por Angélica Bito
    06/01/2006

    Filmes como Sexo, Amor & Traição (2003), O Casamento de Romeu e Julieta (2005) e Mais Uma Vez Amor (2005) são formas que o cinema brasileiro encontrou para explorar um filão do mercado local. Acostumado às produções norte-americanas, alguns produtores têm apostado na comédia romântica a fim de arraigar mais espectadores às salas de cinema para assistir a um filme nacional. E estratégia tem dado resultado. De olho nesse filão, estréia Se Eu Fosse Você que, assim como as produções citadas anteriormente, não trazem nada de novo se comparadas às comédias norte-americanas às quais estamos acostumados.

    Como novidade não é o forte desta produção dirigida por Daniel Filho, o argumento já foi visto algumas vezes em filmes exibidos nas tardes dos canais abertos, como Tal Pai, Tal Filho (1987), Vice Versa (1988) e o mais recente Sexta-Feira Muito Louca (2003) - que, por sinal, é refilmagem de um filme de 1976. Helena (Glória Pires) e Cláudio (Tony Ramos) são casados há mais ou menos 20 anos. Apesar dos tradicionais problemas conjugais, o casal parece ser feliz. Os problemas entre o casal geralmente são relacionados à diferença entre homens e mulheres. Uma conjunção astral é responsável pela troca de corpos entre os dois: a personalidade de Helena entra no corpo de Cláudio, e vice-versa. É quando os dois começam a respeitar e entender os problemas do outro.

    O roteiro é conduzido por uma série de situações que caem no lugar comum. Isso sem contar algumas cenas que devem gerar desconforto no espectador de tão absurdamente ridículas, provando que, às vezes, as pessoas perdem a noção dos limites no cinema de comédia. No entanto, Se Eu Fosse Você vale a pena pela surpreendente interpretação de Tony Ramos. O ator, acostumado às novelas, aceitou muito bem a brincadeira proposta pelo roteiro, comportando-se como sua esposa. Afetado de forma proposital, o ator faz o espectador rir. E é este o objetivo - pelo menos é o que eu imagino.