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    SEABISCUIT - ALMA DE HERÓI

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Depois de estrear no cinema com o excelente Pleasantville - A Vida em Preto e Branco, o diretor Gary Ross ficou cinco anos sem filmar. Agora, ele volta à telona com o elegantemente previsível Seabiscuit - Alma de Herói, filme com cheiro de Oscar. Vamos por partes. Primeiro. O que é "elegantemente previsível"? É aquele filme que no decorrer do seu roteiro vai sinalizando com tudo o que poderia acontecer no final... e que realmente acontece. Só que de uma maneira elegante, sóbria, respeitando o bom gosto do espectador. Segundo: o que é "cheiro de Oscar"? Bom, essa é mais fácil. Bons atores, longa duração (no caso, duas horas e vinte minutos), roteiro linear, mensagem edificante, narrativa tradicional, música épica, produção caprichada e, se possível, uma excelente reconstituição de época. Tudo isso o filme tem. Ah, e de quebra tem também um semi-deficiente físico num dos papéis principais, o que poderá talvez lhe render um semi-Oscar.

    A história, baseada em fatos reais, fala de um rico empresário do ramo automobilístico (Jeff Bridges, num papel que parece uma espécie de "prequel" de Tucker - Um Homem e Seu Sonho), um rapaz de boa família mas que foi obrigado a se virar nas ruas por causa da Grande Depressão dos anos 30 (Tobey Maguire, de Homem-Aranha), e um outsider meio maluco apaixonado por cavalos (Chris Cooper, de Adaptação, cada vez melhor). Estas três pessoas tão diferentes entre si vão unir suas forças e superar suas deficiências individuais para tentar uma grande vitória coletiva: fazer de Seabiscuit um cavalo campeão. É claro que você já viu este filme antes, com algumas variações: times de futebol americano, de basquete, atletas olímpicos, etc. Entre todos eles, vários elementos em comum: a luta individual pela superação de problemas tidos como insolúveis, as mensagens edificantes de garra e determinação e, claro, o roteiro linear, a narrativa tradicional, a música épica, a produção caprichada, etc. etc. etc...

    Isto não significa de forma nenhuma que Seabiscuit seja um filme ruim. Nada disso. Ele é apenas igual. Bem dirigido, muito bem produzido (seu orçamento foi de US$ 86 milhões) mas sem novidades. Emociona e entretém. Vale o ingresso.

    Curiosidades: Seabiscuit foi "interpretado" por dez cavalos diferentes. E seu oponente, War Admiral, foi vivido por Verboon, descendente direto de War Admiral na vida real.