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    SEDE DE SANGUE

    Mérito de Park Chan-wook é apresentar personagem com crueldade e ironia<br />
    Por Heitor Augusto
    29/03/2010

    O lançamento de Crepúsculo tem feito que o público associe filmes de vampiros, um dos gêneros mais tradicionais do cinema, ao casal Edward Cullen e Bella Swan. O sul-coreano Park Chan-wook vem mostrar que existe algo mais que dois adolescentes bonitos sofrendo ao som de Linkin Park.

    Sede de Sangue é simplesmente vibrante. Vampiros, crueldade e bom senso de humor estão presentes no novo filme do diretor. Na sua filmografia mais recente, a Trilogia da Vingança (Mr. Vingança, OldBoy e Lady Vingança), são características marcantes a sanguinolência, crueldade e ingenuidade do ser humano.

    Chan-wook não abandona essas bases ao falar de um padre (Kang-ho Song) transformado em vampiro por uma transfusão de sangue e que tem de conviver com a família que o acolheu na infância, além da presença de uma jovem e sexy mulher (Ok-vin Kim).

    O melhor do filme não é o catchup que se parece com sangue ou cabeças rolando. O filé de Sede de Sangue é o trânsito na fronteira entre crueldade e ironia. Quando achamos que o filme vai se levar a sério, Chan-wook constrói alguma morte ou ataque que beira o risível.

    Há uma extrema habilidade em provocar medo e riso. Ora viramos o rosto de lado, assustados, com uma navalha que destroça uma garganta, ora gargalhamos com um vampiro sendo atirado de encontro à parede e tendo o nariz espatifado.