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    SEM PROTEÇÃO

    O longa tem enunciado mais interessante que a execução
    Por Roberto Guerra
    24/05/2013

    Atraente a proposta deste filme dirigido e estrelado por Robert Redford. Ao passo que reverencia os jovens que lutaram por ideais de justiça no passado, propõe uma crítica aos possíveis excessos motivados por paixões ideológicas que deram em nada. Corajoso ao abordar o assunto, perde ritmo do meio para o final excedendo-se numa tagarelice que não aprofunda a reflexão sobre o tema.

    Redford vive Nick Sloan, homem que se escondeu sob identidade falsa ao longo de anos. Trabalha como advogado e vive ao lado da filha de quem cuida sozinho após a morte da esposa. A vida pacata esconde um passado turbulento. Ele foi membro da Weather Underground, grupo de ativistas políticos radicais que promoviam atentados a instalações do governo em protesto contra a Guerra do Vietnã.

    Seus dias de tranquilidade terminam quando outro membro da organização, Sharon Solarz (Susan Sarandon), é presa pelo FBI por participação em assalto a banco que resultou na morte de um guarda. O nome de Sloan vem à tona quando o repórter Ben Shepard (Shia LaBeouf) começa a investigar o caso e descobre sua ligação com Solarz e o crime.

    A história ganha as páginas do jornal e Sloan passa a ser perseguido pelo agente Cornelius (Terrence Howard) do FBI. É obrigado a deixar a filha com o irmão (Chris Cooper) e passa a tentar descobrir o paradeiro de Mimi Lurie (Julie Christie), ex-ativista da organização que pode inocentá-lo.

    Sem Proteção tem enunciado mais interessante que a execução. Seus personagens são pessoas que evitaram o sonho americano, lutaram contra o sistema, apenas para desfrutar o melhor que ele pode oferecer anos depois.

    Se fosse mais incisivo na abordagem política e se detivesse menos em questões supérfluas, como a rotina do trabalho policial, ou morais - como o desnecessário questionamento dos princípios do trabalho jornalístico – o filme de Redford poderia ter se transformado num excelente thriller político. Infelizmente, fica no meio do caminho.