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    SEX TAPE: PERDIDO NA NUVEM

    Filme oscila e é menos picante e engraçado do que sugere
    Por Roberto Guerra
    19/08/2014

    Quando o casal Jay (Jason Segel) e Annie (Cameron Diaz) anuncia aos pais dela que vão se casar, ouvem o prenúncio de que sua vida sexual vai naufragar. A brincadeira é feita pelo pai da noiva, que logo é repreendido pela mulher. O tempo passa é a profecia paterna, inevitavelmente, se realiza.

    Antes vem o divertido preâmbulo: Jay e Annie em fina sintonia sexual. Eles se conhecem na faculdade e transam onde e quando podem – e também nos locais e situações mais improváveis. O tesão é tanto que Jay chega a ter ereções simplesmente ao pressentir que Annie está chegando.

    Mas eles se casam, têm dois filhos e, como vaticinou o pai, a vida cotidiana joga um balde de água fria na libido dos dois. Percebendo que a situação foi longe demais, resolvem dar uma esquentada nas coisas. Mandam as crianças para a casa dos pais dela e resolvem reviver os velhos tempos. Embalada por umas doses de tequila, Annie sugere ao marido gravarem a transa.

    Ele topa e filma a noitada de sexo no Ipad. Por descuido, o vídeo é enviado para alguns outros computadores depois que o sistema armazena a gravação em nuvem, o que explica o subtítulo que o longa ganhou no Brasil. Segue-se então a tentativa desesperada do casal em recuperar esses tablets da família, amigos, o carteiro e o chefe de Annie, um tipo esquisitão interpretado por Robe Lowe.

    A caçada ao filme pornô caseiro começa pelo casal de amigos Robby (Rob Corddry) e Tess (Ellie Kemper). Como não conseguem esconder o que está acontecendo deles, estes acabam se tornando cúmplices na operação de resgaste do Ipad que está na casa do chefe de Annie, o que resulta numa das sequências mais engraçadas do filme. Enquanto Jay procura o tablet e foge de um pastor alemão obstinado no andar de cima da mansão, Annie é obrigada manter as aparências com o patrão no andar de baixo de uma maneira que não esperava.

    Daí em diante, a produção enfrenta seu próprio casamento. As coisas esfriam e perdem o tesão. Para um filme sobre vídeos pornôs caseiros, numa época em qualquer um pode fazer o seu e publicar no Youporn, Sex Tape soa bem recatado até, a não ser para aqueles que ainda soltam uma risadinha nervosa só em ouvir a palavra sexo.

    Faltou ousadia e solidez ao roteiro, que ainda sofre com outro problema. O filme repetidamente para e explica o que está acontecendo, como se a trama oferecesse alguma complexidade que o espectador pudesse não entender. Vacilante, principalmente do meio para o final, Sex Tape acaba não sendo ousado quanto parece tampouco engraçado como pretendia.