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    SHREK 2

    Por Roberto Guerra
    18/06/2004

    Era fácil imaginar que a DreamWorks realizaria uma continuação de Shrek com a mesma qualidade técnica de animação, difícil era pensar que os pais do ogro verde pudessem levar às telas um filme com o mesmo humor irreverente e surpresas do primeiro. Mas, para a alegria dos fãs, Shrek 2, que chega às telas do País neste fim de semana, chega a superar o original em alguns momentos.

    O filme começa mostrando a lua-de-mel de Shrek e Fiona e, depois, sua volta para casa no pântano, onde pretendem curtir sua nova vida a dois. Na verdade, a três, porque o Burro insiste em pentelhar o casal e nem aventa a hipótese de deixá-los em paz. Em seguida, chega um convite dos pais da noiva, o Rei Harold e a Rainha Lilian, para que eles os visitem o Reino de Tão Tão Distante, onde será realizado um baile em homenagem ao casal.

    Todos os cidadãos do Reino de Tão Tão Distante se reúnem para saudar o retorno da Princesa e seu novo Príncipe, mas ninguém -- inclusive os pais da noiva -- estava preparado para a figura do novo príncipe e para a mudança de sua querida princesinha. Depois da péssima recepção, o casal entra em crise. O Rei recusa-se a ver a filha casada com "aquela criatura" e ainda sofre ameaças da Fada Madrinha, que o chantageia para que Fiona fique com seu filho, o Príncipe Encantado. O rei, então, contrata os serviços do valente Gato de Botas. O felino deve dar um fim em Shrek, mas acaba se unindo a ele na empreitada para que o ogro recupere o amor da princesa.

    O enredo é um prato cheio para os roteiristas e animadores deitarem e rolarem em piadas que satirizam desde a famosa chegada no tapete vermelho do Oscar e a cobertura do canal norte-americano E! Television até a sexualidade de Pinóquio. O grande destaque é o Gato de Botas, com seu sotaque espanhol (no original, dublado por Antonio Banderas) e a sua relação de amor e ódio com o burro.

    Na versão dublada, que mantém o humorista Bussunda no papel de Shrek, o filme não perde o ritmo nem o timing das piadas. Não à toa, a dublagem brasileira é considerada uma das melhores do mundo. A produção, desde já, é séria candidata a melhor comédia do ano. Imperdível.

    Um aviso: ao subirem os letreiros, não se levante da cadeira. Uma supresa o aguarda ao final.