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    SHREK TERCEIRO

    Por Angélica Bito
    15/06/2007

    Não passou muito tempo desde que o antes temido ogro Shrek saiu de seu pântano e conquistou a princesa Fiona, do reino de Tão Tão Distante. A trajetória do mal-humorado, porém adorável, personagem chega ao terceiro capítulo em Shrek Terceiro e, desde 2001 - quando o lançamento de Shrek mudou a forma de se assistir a uma animação -, sua saga tem evoluído: enquanto as tramas ficam mais complexas, há novos personagens e as referências são mais ricas e divertidas.

    No terceiro filme da franquia, nosso herói já está casado e bem-adaptado no castelo de Tão Tão Distante ao lado de sua esposa Fiona, o rei e a rainha. No entanto, o monarca - desde o filme anterior em forma de sapo - está à beira da morte e o herdeiro do trono é Shrek. Mas o ogro se considera bruto demais para o cargo, o que é provado com a morte do rei: nos poucos momentos que participa de eventos relacionados à monarquia, o protagonista não consegue manter a ordem. Por isso, embarca ao lado de seus fiéis escudeiros, o Burro e o Gato de Botas, numa jornada em busca de Arthur, primo perdido da família real que também teria direito ao trono. Mas fugir das responsabilidades do reinado não é o único problema de Shrek: além de enfrentar a sede de vingança do Príncipe Encantado - esse sim de olho no trono -, tem de se acostumar com a idéia de se tornar pai.

    Tudo em Shrek Terceiro é maior em relação aos dois primeiros filmes, que, juntos, renderam mais de US$ 2 bilhões nos cinemas. A cena na qual o Príncipe Encantado protagoniza uma peça teatral, por exemplo, conta com mais de 1.300 personagens; este número é um recorde em se tratando dos três longas protagonizados por Shrek e sua turma. A produção mais pomposa, sob a direção de Chris Miller (estreando nessa função), reflete-se na riqueza de detalhes na criação das aventuras dentro do reino Tão Tão Distante. E o resultado, claro, também é visto nas bilheterias dos cinemas norte-americanos: no primeiro fim de semana nos cinemas norte-americanos, Shrek Terceiro faturou US$ 121 milhões. Trata-se da maior abertura de um longa-metragem de animação nos EUA.

    No roteiro deste longa-metragem, as brincadeiras com personagens de contos de fadas ficam em primeiro plano, assim como a tecnologia na animação, que dá mais realismo aos movimentos tanto dos personagens quanto das "câmeras", ajudando a levar o espectador à fantasia proposta na tela. Portanto, Shrek Terceiro é um filme melhor desenvolvido em relação aos anteriores, especialmente na estética. Repleto de situações divertidas, traz novos e importantes personagens, também dando maior espaço aos que estiveram nos anteriores, como o Príncipe Encantado. Rapunzel, a Bela Adormecida, Cinderela e a Branca de Neve, figuras clássicas dos contos de fadas, também dão as caras neste longa-metragem.

    A proliferação de coadjuvantes em Shrek Terceiro, no entanto, faz com que os divertidíssimos Gato de Botas e Burro percam um pouco de lugar na história. Nada que comprometa a diversão nesta animação, muito pelo contrário: ela está garantida, já que o terceiro filme da franquia mantém o mesmo "espírito" dos filmes anteriores sem que a série caia na mesmice.

    Na medida em que as questões relacionadas ao protagonistas são cada vez mais referentes ao universo adulto - como a paternidade e as responsabilidades de ser monarca -, Shrek Terceiro dialoga melhor com os espectadores mais crescidos, especialmente pela importâncias desses elementos no desenvolvimento da trama, bem como pelas referências usadas no longa-metragem. A franquia, portanto, parece se dirigir a esse caminho: ao gosto do público adulto, amadurecendo junto com o protagonista.