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    SIMPLESMENTE ACONTECE

    Lily Collins é alívio diante de trama enfadonha
    Por Iara Vasconcelos
    05/03/2015

    Ele ama ela, ela ama ele, mas por algum motivo o destino não quer que os dois fiquem juntos. A partir daí, uma sucessão de situações improváveis aparece pelo caminho e atrapalha a vida dos pombinhos. Essa seria a sinopse ideal de Simplesmente Acontece, filme baseado no livro Onde Terminam os Arco-Íris, da autora de P.s. Eu Te Amo Cecelia Ahern.

    A comédia romântica estrelada pela queridinha de Hollywood Lily Collins – e suas sobrancelhas maravilhosas - e pelo astro de Jogos Vorazes: Em Chamas, Sam Claflin, acompanha o amor de Rosie e Alex, dois jovens que se conhecem desde criança, enfrentam os dilemas típicos da adolescência e se descobrem apaixonados, mas acabam tomando caminhos diferentes na vida, arrastando essa paixão não concretizada por agonizantes 30 anos.

    O diretor alemão Christian Ditter abraça toda a aura indie-folk, já vista em filmes como (500) Dias Com Ela e Submarino, e entrega ao público cenários à meia-luz e figurinos retrô em cores suaves, além de personagens cheios de conflitos internos - ainda que trabalhados de forma rasa.

    Por vezes, o romance tenta respirar em meio ao mar de dramalhão adolescente, trazendo à discussão temas mais sérios como pressão familiar e gravidez na adolescência, mas falha na profundidade com que os assuntos são tratados. É difícil acreditar, por exemplo, que a família religiosa e conservadora de Rosie aceitaria tão facilmente a ideia de sua filha estar grávida de um quase desconhecido.

    Mas nem tudo é descartável. O longa conquista pontos pela forma como trabalha sua protagonista feminina. Lily Collins foi responsável por trazer mais viço à trama com sua Rosie. Longe de ser passiva, a moça tem sangue nas veias e foge da figura de mulher idealizada, se arrisca e sobrevive entre erros e acertos, o que faz dela um dos poucos elementos críveis da trama.

    Com narrativa simplória e chavões típicos das comédias românticas, Simplesmente Acontece erra ao banalizar as idas e vindas entre o casal, o que torna quase impossível criar algum laço com os personagens. Basta observar a óbvia atração que sentem um pelo outro para perceber que não há motivo plausível para que Rosie e Alex não se relacionem. O adiamento excessivo do Clímax, técnica que poderia ser usada para prender o espectador, nesse caso faz você ter vontade de levantar da poltrona do cinema e ir embora diante do chororô enfadonho.