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    SOBRENATURAL: CAPÍTULO 2

    Sequência é reciclagem de clichês desnecessária
    Por Roberto Guerra
    20/11/2013

    O diretor malaio James Wan, um dos criadores e também diretor do primeiro Jogos Mortais, é uma apaixonado pelo gênero terror. O problema é que sua paixão é à moda antiga. Dificilmente traz algo de inovador em seus filmes, apesar de saber reciclar bem os elementos do gênero. Infelizmente, nem mesmo isso ele consegue em Sobrenatural 2.

    O filme, assim como seu longa anterior, Invocação do Mal, não se propõe a ser diferente, é apenas uma mistura de clichês que busca assustar o espectador fazendo uso das manjadas armadilhas do gênero, daqueles que ninguém mais cai: portas rangendo, música alta nos momentos cruciais, aparições relâmpago de fantasmas e por aí vai.

    De cara começa com uma história pra lá de batida: uma família que se muda para uma bela casa e começa a ter problemas com assombrações. E todo o resto você já conhece. A sensação de eu-já-vi-isso-antes é permanente de ponta a ponta.

    Ao contrário do que ocorreu em Invocação do Mal, em que pelo menos Wan soube administrar bem temores primários como medo de escuro, ruídos desconhecidos e espíritos malignos, em Sobrenatural 2 ele trabalha mal o material reciclado e raramente consegue arrancar um susto, mesmo apelando para todas as técnicas de edição possíveis.

    A trama começa quase exatamente depois da história narrada no primeiro longa. Josh Lambert (Patrick Wilson) retorna do reino paralelo demoníaco depois de ter resgatado seu filho Dalton (Ty Simpkins). O episódio termina resultando na morte de uma médium e Josh leva sua esposa Renai (Rose Byrne) e seus três filhos para viver com sua mãe Lorraine (Barbara Hershey).

    Na casa de Lorraine eles não se veem livres das assombrações. A mãe de Josh começa a ver o espírito de uma mulher vagar pela casa e Renai desconfia (com a perspicácia de alguém com retardo mental) que há algo de errado com o marido. É desnecessário dizer o que vem adiante. Tudo é muito familiar e muito óbvio, o que faz de Sobrenatural: Capítulo 2 um filme denecessário e entediante a certa altura.