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    SONIC - O FILME

    Por Daniel Reininger
    13/02/2020

    Nostálgico graças às muitas referências aos jogos clássicos da Sega, Sonic é infantil, mas capaz de agradar também aos fãs do videogame. Embora seja melhor do que longas com ideias similares, como Pica-pau, e do que boa parte dos filmes baseados em games, definitivamente não terá apelo para quem não se importa com o Ouriço azul.

    A premissa, ainda bem, não se leva muito a sério e mostra Sonic forçado a fugir de seu mundo natal para escapar das garras de vilões que querem usar suas habilidades para o mal. Escondido na cidade de Green Hills, EUA, homenagem à Green Hill Zone do jogo de 1991, ele vive isolado nessa cidade pacata, mas tudo muda quando o governo percebe que algo estranho acontece na região e manda Dr. Robotnik (Jim Carrey) investigar.

    Isolado em nosso mundo, Sonic não tem com quem conversar além dele mesmo e o público, quando ele quebra a quarta parede. As brincadeiras solitárias do Ouriço são meio irritantes, mas o personagem melhora quando é forçado a sair do isolamento a fim de escapar das garras do Dr. Robotnik.

    A trama é simples e direta, Sonic precisa encontrar anéis de ouro e derrotar o vilão. Mas é uma história também sobre amizade. Sonic se une a Tom (James Marsden) em sua jornada e os dois criam uma relação muito forte. Os personagens procuram um novo significado para suas vidas e encontram isso enquanto fogem juntos.

    Só que as coisas ficam feias muito rápido e é um pouco de exagero acreditar que que Tom arriscaria sua vida inteira por uma criatura alienígena que conhece há tão pouco tempo. A premissa dá a entender que o policial está entediado e quer realmente salvar uma vida e, quando essa oportunidade aparece, ele agarra com todas as forças. Só que a forma como ele segue adiante só pelo bem da história exige que o público releve suas reações e atitudes.

    Jim Carrey é o grande astro do longa e supera até mesmo o próprio Sonic. Nesse filme, o comediante nos faz lembrar de seu auge em Ace Ventura e Mentiroso. As interações com outros personagens são hilárias, já que Robotnik costuma ser o homem mais inteligente onde quer que esteja e garante que todos saibam disso. Como esperado, a dinâmica de gato e rato dele com Sonic funciona bem.

    Na verdade, é exatamente na hora de fazer referências ao material de origem que o filme se dá melhor. Não só a trama está repleta de Easter Eggs, como ainda faz questão de utilizar mecânicas do videogame em cena - como Sonic perder anéis ao ser atingido por um inimigo ou ele virar uma bola na hora de atacar.

    Entretanto, apesar dos efeitos visuais serem bem feitos, não são criativos e não passam de repetições do que já vimos anteriormente. Duas cenas são exatamente iguais à de Mercúrio em X-men: Dias De Um Futuro Esquecido, onde o tempo para e o personagem muda as coisas de lugar enquanto corre. Isso mostra que o longa está feliz em ser apenas mediano.

    Em se tratando de adaptações de jogos, essa está entre as melhores (o que não é dizer muita coisa). Sonic é uma comédia de ação frenética voltada para a família, com uma história simplista e baseada em clichês, sem intenção de inovar. Graças a personagens centrais carismáticos, atuações inspiradas de Jim Carrey e muitas referências ao jogo, esse filme se torna divertido passatempo para quem gosta do videogame.