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    SOU FEIA MAS TÔ NA MODA

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Desde Cidade de Deus, as favelas cariocas nunca estiveram tão na moda, tanto no mundo cinematográfico brasileiro quanto internacional. Se os "gringos" achavam que o samba é o som oficial desses locais, o documentário Sou Feia Mas Tô Na Moda chega para mostrar um ritmo musical que teve sua erupção nas favelas, como a que dá nome ao longa de Fernando Meirelles.

    Dirigido por Denise Garcia, Sou Feia Mas Tô Na Moda traça, em pouco mais de uma hora, um rápido panorama do cenário do funk carioca que têm invadido os noticiários e programas de auditório. O nome é título de uma música de Tati Quebra-Barraco - atualmente, a representante mais notória nacionalmente desse cenário -, pelo qual já percebemos que se trata de uma visão feminina do funk. Além de dar voz às mulheres que cantam e dançam em grupos funk - como Deise da Injeção, Vanessinha Picachú e a própria Tati -, Sou Feia Mas Tô Na Moda mostra um pouco da importância das músicas no dia-a-dia das comunidades. Falando basicamente de sexo, as compositoras dizem defender a liberdade sexual entre as mulheres, o que elas vêm perseguindo desde os anos 60.

    O documentário aborda, principalmente, a exclusão, seja ela social ou sexual. Ao mesmo tempo em que as mulheres passam a cantar sobre levar "seu homem" ao motel, elas mostram essa realidade para fora da favela, mas nunca deixando de ser "somente uma favelada" para os burgueses que pagam dezenas de reais para vê-las no palco. Existe muita ironia em Sou Feia Mas Tô Na Moda. Afinal, na exclusão social já está implícita uma certa ironia. Mas o documentário somente pincela esses temas, que poderiam ter sido melhor desenvolvidos. Totalmente dispensável - mas bastante divertido -, Sou Feia Mas Tô Na Moda é um rápido e superficial documento sobre um dos muitos movimentos culturais que acontecem nas favelas cariocas.