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    Space Jam 2 diverte ao abusar da nostalgia e sucesso do passado

    Filme tenta trazer a linguagem dos videogames e misturar com o cinema
    Por Daniel Reininger
    14/07/2021 - Atualizado há 22 dias

    Assistir um remake é como ir numa montanha russa renovada, mas que já fomos anteriormente. O visual é diferente, mas a sensação é a mesma e as vezes a gente só queria algo a mais. Space Jam 2 causa exatamente essa sensação.

    O lado bom é que é um filme decente, curioso e repleto de referências a mundos célebres da cultura pop. Entretanto, parece um grande comercial da Warner Bros., com a metalinguagem tomando conta da história para garantir que o espectador lembre que alguns dos universos mais famosos do entretenimento são propriedade da empresa.

    O que aumenta ainda mais a surpresa em descobrir que esse é um longa bem divertido. É capaz de garantir até algumas coisas novas em termos de visual e ainda agradar os fãs do primeiro filme, do astro da NBA Lebron James e até dos Looney Tunes. 

    Dito isso, a narrativa tem uma estrutura extremamente similar com a do original, afinal, é praticamente um remake. Em termos de história, nada novo também: Lebron é convidado a fazer parte da Warner, nega a ideia, e a inteligência artificial que teve a ideia sequestre ele e seu filho para força-lo a participar de seu plano em busca de reconhecimento por parte dos humanos. Sim, o vilão da história só queria um “parabéns Al G. Ritmo”.

    O filme tenta trazer a linguagem dos videogames e misturar com o cinema e faz isso de maneira decente, embora não seja nada realmente inventivo. Extremamente colorido e repleto de distrações, fica até difícil pegar todas as referências vistas na tela. É bonito e visualmente interessante, mas é fácil esquecer tudo que vimos na cena anterior porque a próxima está repleta de coisas também. Essa poluição visual certamente funcionará melhor com as crianças, que ficarão encantadas com cores e luzes.

    Em termos de atuações, James faz um trabalho decente, mas quem rouba a cena é Don Cheadle como vilão Al G. Ritmo. Ele faz uma caricata e divertida interpretação, que cabe bem com a ideia geral da trama. 

    O longa peca porém num detalhe absurdo, que me tirou completamente da história: o vilão ameaça manter boa parte da população mundial presa num computador se o time de Lebron não ganhar. É uma situação terrível e assustadora, mas parece que ninguém se importa com isso e todo mundo vibra como se fosse uma final de campeonato normal. 

    Chega a ser ridículo ver milhões de pessoas felizes e torcendo totalmente alheias ao fato de que se tornarão prisioneiras para a eternidade se um time perder um jogo. Entendo não colocar pessoas desesperadas ou em pânico no filme, mas aí era só o vilão ter outra abordagem ou, sei lá, talvez não sequestar milhões de pessoas.

    Se você for capaz de ignorar isso, vai poder curtir uma partida maluca e repleta de ação, jogadas sensacionais e zero senso de lógica, exatamente o que se espera de Space Jam! Embora até o jogo siga exatamente a dinâmica do primeiro filme, o destaque fica para as inovações tecnológicas e para a variedade de inimigos criados para enfrentar Lebron e Pernalonga.

    Space Jam 2 é muito bonito, colorido e animado, mas peca em muitos momentos que atrapalham na imersão dos adultos. Apesar de divertido e bom entretenimento, é um filme esquecível, que vai mais dar saudades do Space Jam original com Michael Jordan do que realmente empolgar por si só. 

    E aí você me pergunta, vale a ida ao cinema? Sim, mas só se for em família ou em galera para dar boas risadas em conjunto.