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    STAR TREK

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    Por Angélica Bito
    06/04/2009

    J. J. Abrams tinha uma tarefa bastante complicada: renovar a saga Jornada nas Estrelas, que, depois de 11 filmes e algumas séries para a TV, achava-se esgotada, embora ainda merecedora de uma leva de fidelíssimos fãs. Respeitando todo o universo do seriado original - criado por Gene Roddenberry em 1966 - e incluindo elementos que dão uma narrativa mais moderna, Abrams cumpriu o desafio e renova com louvor a saga intergaláctica em Star Trek.

    Num futuro idealizado e indefinido, as viagens espaciais são comuns. George Kirk (Chris Hemsworth) é feito capitão de uma das naves da Frota Estelar da Federação e, nos 12 minutos nos quais assume o controle da nave, salva milhares de tripulantes das investidas do vilão Nero (Eric Bana). Mas é com sua vida que paga a ousada defesa. Por isso, seu filho James, que acaba de nascer, cresce sem um pai. Mais tarde, acompanhamos James T. Kirk (vivido nesta fase por Jimmy Bennett), aos oito anos, correndo a toda velocidade com um carro numa estrada poeirenta em Ohio, EUA; no som, Sabotage, do Beastie Boys, já indicando, numa cena de ação muito bem filmada, o que podemos esperar desse novo Star Trek: uma nova roupagem à clássica saga. Paralelamente, Spock (Jacob Kogan) cresce marcado por ser filho de uma humana (Winona Ryder em rápida e quase irreconhecível aparição) e um volcano; ele tenta superar o preconceito por meio de sua inteligência incomparável.

    Desta forma, é traçada a base dos perfis dos dois personagens principais de Star Trek, que, mais tarde, encontram-se trabalhando para a Federação na tentativa nobre de, mais uma vez, salvar o dia das malvadas investidas de Nero. Agora interpretados por Chris Pine (A Última Cartada) e Zachary Quinto (conhecido por ser o vilão da série Heroes, mas estreante num longa-metragem) - Kirk e Spock, respectivamente -, os personagens começam como antagonistas, mas acabam tendo seus interesses cada vez alinhados ao longo do filme.

    Mostrando a juventude dos tripulantes da famigerada nave, o filme tem a chance de criar novas aventuras relacionadas aos personagens, desassociando-se da imagem que os dez longas anteriores desenhou para o capitão Kirk e sua tripulação. Ao mesmo tempo, referências e a busca pelo tom narrativo que marcou a série estão presentes em Star Trek, embora ganhe por meio da direção de Abrams tons modernos das câmeras nas mãos, que acentual o tom de ação das cenas. Aliás, para os saudosos de Leonard Nimoy, o ator - que ficou marcado por interpretar Spock e não atuava num longa-metragem desde 1991, em Jornada Nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida - está neste novo filme da série.

    Com orçamento de US$ 150 milhões, Star Trek é o mais caro dos dez outros filmes produzidos com base na série original. Além da roupagem moderna, com direito a cenas de ação de tirar o fôlego e efeitos especiais de deixar qualquer Trekkie (como são conhecidos os fãs da série) emocionado, Star Trek ainda traz um roteiro permeado pelo humor inteligente. A personalidade impetuosa e aventureira de Kirk Star Trek - antes de ser o capitão, no caso - dão o tom ao longa-metragem. Mas não são somente os admiradores antigos que se sentirão satisfeitos com o longa de Abrams (ele mesmo admite que nunca foi fã da saga), mas também os novos. Afinal, é essa a ideia de Star Trek: respeitando o universo de Roddenberry, o filme marca o início de uma nova fase da série, com o objetivo também de conquistar alguns milhões de espectadores que nunca tiveram contato com as primeiras histórias da Enterprise. Objetivo definitivamente alcançado.