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    STAR WARS: EPISÓDIO I - A AMEAÇA FANTASMA

    A graça do filme está mesmo em trazer de volta aos fãs personagens que fazem parte da mitologia da série<br />
    Por Roberto Guerra
    06/02/2012

    Star Wars é, sem dúvidas, uma das franquias cinematográficas que mais fãs conquistou ao redor do mundo. Para os não iniciados, vale um preâmbulo: a saga interplanetária desenhada por George Lucas começou com a trilogia que vai do quarto ao sexto capítulos (Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno do Jedi) . Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma, lançado em 1999, deu início à nova trilogia que tapa o buraco do início. O filme volta às telas embalado pelas famigeradas releituras de grandes sucessos em formato 3D.

    Em A Ameaça Fantasma, o espectador conhece o vilão Darth Vader antes dele se bandear para o lado negro da força. Ele se chama Anakin Skywalker (Jake Lloyd), um menino que vive como escravo ao lado de sua mãe e será libertado por um mestre jedi chamado Qui-Gon Jinn (Liam Neeson). Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), sábio Jedi da série original, é um jovem e determinado aprendiz. Junto com Qui-Gon Jinn sua missão é defender o povo de Naboo e sua rainha Amidala (Natalie Portman).

    Quando lançado em 1999, o filme foi considerado por fãs e crítica o mais fraco da franquia. Não sem razão. De fato, 13 anos após sua estreia, a impressão continua a mesma. O longa começa com uma trama burocrática desnecessária que envolve o bloqueio das rotas comerciais ao planeta Naboo imposto pela Federação Comercial. Lucas perde muito tempo nessa questão e demora a ir ao que interessa: dois cavaleiros Jedi que, na tentativa de salvar a rainha Amidala (Natalie Portman), acabam caindo em um planeta inóspito onde encontram o jovem Anakin Skywalker, que como todos sabem, virá a se tornar o temido Darth Vader. Outro problema bem conhecido do longa é o “mala” do Jar Jar Binks, inserido na trama como alívio cômico, mas na verdade um fardo chato.

    Outro problema de A Ameaça Fantasma é que seus personagens animados têm mais profundidade e empatia que os vivos. Os seres humanos aqui são tipos que pouco têm a dizer e não cativam a audiência. Falta à trama um canalha cativante como Han Solo, por exemplo. A graça do filme está mesmo em trazer de volta aos fãs elementos e personagens que fazem parte da mitologia da série, como os cavaleiros Jedi, o todo-poderoso mestre Yoda, os robôs C3-PO e R2-D2 e, claro, as batalhas com sabres de luz.

    Sobre o alardeado trabalho de transposição para o 3D, não se iludam. Os efeitos se limitam à profundidade de campo e imagens com foco em primeiro e segundo plano, o que até funciona relativamente bem tomadas fechadas e cenas mais estáticas. Nas sequências de ação, porém, nas quais se esperava algum diferencial, nada acontece, nem mesmo na melhores partes do filme, a corrida de pods e os combates de sabres de luz. Uma prova de que filmes não pensados para o formato 3D têm ganho limitado com o processo de transposição. Em todo caso, para aquele fã de Star Wars que bate palma até quando aparece o logotipo da Lucasfilm na tela, vale a ida ao cinema.