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    STAR WARS: EPISÓDIO II - O ATAQUE DOS CLONES

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    A era digital chegou para ficar. Estréia dia primeiro de julho o quinto filme (mas o segundo episódio) da série Star Wars, um dos maiores ícones de sucesso na história do cinema. Não bastasse o filme ter sido rodado totalmente em câmeras digitais, ele também está sendo apresentado em algumas salas (inclusive no Brasil) no revolucionário processo de projeção digital, que dispensa os enormes rolos de película. Se tudo der certo, em pouco tempo deixará de existir a folclórica figura do projecionista, imortalizada em Cinema Paradiso.

    A história de Star Wars - Episódio II: Ataque dos Clones começa dez anos após os acontecimentos de Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma. Anakin Skywalker (Hayden Christensen) agora tem 19 anos e é um talentoso aprendiz de Jedi. Seu mestre é ninguém menos que o poderoso Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor). Anakin e Obi-Wan são convocados para proteger Amidala (Natalie Portman), ex-rainha do planeta Naboo e agora senadora da República. Porém, no melhor estilo Romeu e Julieta, Anakin se apaixona por Amidala, o que não seria exatamente um grande problema se os Jedi não fossem proibidos de amar, de acordo com as regras da Ordem dos Cavaleiros.

    Paralelamente, a República vive um de seus piores momentos políticos. Uma guerra em que os Jedi terão de enfrentar um exército de clones gerados a partir do mercenário Jango Fett (Temeura Morrison). A história não pára por ai. Ainda será necessário eliminar o Conde Dookan (Christopher Lee), um Jedi traidor que coloca em risco toda a estrutura social da galáxia.

    Parece confuso? E é mesmo. A exemplo do que já havia acontecido em A Ameaça Fantasma, sair para comprar pipocas durante a projeção pode ser fatal para a total compreensão de Ataque dos Clones. São nomes e mais nomes, personagens variados, planetas, situações... e tudo isso enquanto os olhos tentam acompanhar a verdadeira festa de efeitos visuais que preenche a tela em praticamente todos os momentos. Uma overdose.

    Mas o acúmulo de informações não seria o grande problema do filme, que sofre do mesmo defeito já detectado em A Ameaça Fantasma: o fraco desenvolvimento dos personagens. De certa forma, os incríveis efeitos se sobrepõem à personalidade dos protagonistas. Sem querer ser saudosista, falta o carisma de Harrison Ford. Pessoalmente, sinto saudades do primeiro filme, quando os efeitos especiais eram rudimentares, mas a platéia torcia por Hans Solo e Luke Skywalker com o entusiasmo de uma matinê de mocinhos contra bandidos. Até Chewbacca, escondido por uma montanha de pêlos, demonstrava mais "humanidade" (se é que isso é possível para um alienígena) que muitos Jedis desse novo episódio. Gosto mais do Yoda de plástico e borracha dos primeiros filmes do que este totalmente gerado por computador. Isso sem contar com a óbvia realidade que nenhum vilão conseguiu ser tão vilanesco como Darth Vader em sua respiração profunda.

    Por outro lado, não vamos querer demais. George Lucas já revolucionou a história do cinema uma vez, em 1977. Não podemos exigir que ele o faça novamente. Ataque dos Clones é, sim, uma boa diversão, ágil, de encher os olhos, aventuresca. Mas sem dúvida muito mais apropriada para os fanáticos de carteirinha da "Força". Mesmo porque só eles conseguirão acompanhar todos os detalhes enredo, todos os nomes esquisitos, todos os personagens estranhos, vendo o filme apenas uma vez.

    26 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br