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    SUPER VELOZES, MEGA FURIOSOS

    Sátira de Velozes e Furiosos sofre com piadas repetitivas
    Por Iara Vasconcelos
    07/05/2015

    Com a intenção de pegar onda no mega sucesso Velozes E Furiosos 7, que traz a última aparição de Paul Walker na franquia antes do acidente de carro que o vitimou, Super Velozes, Mega Furiosos tenta, assim como toda paródia, ridicularizar estereótipos dos personagens usando como recurso o exagero.

    A trama segue a mesma linha da série de ação, até os personagens tem o mesmo nome dos atores do filme original: Vin, Paul, Jordana e Michelle. Uma jogada inteligente, não é? Seria, se as tiradas óbvias não tirassem do espectador qualquer remoto prazer de dar umas boas risadas.

    Na trama, o atrapalhado (para não dizer tapado) policial Paul White (Alex Ashbaugh, tem como missão se infiltrar na gangue de praticantes de racha liderada por Vin Serento (Dale Pavinski), mas acaba se apegando ao grupo. Após matar acidentalmente um investigador, ele resolve se juntar de vez aos novos amigos e roubar a fortuna que o perigoso traficante Juan Carlos de la Sol (Omar Chaparro esconde no cofre de um restaurante mexicano. Mas antes, eles precisam escapar do narcisista detetive Rock Johnson, uma versão, até engraçada, de Dwayne Johnson que passa a metade do filme aplicando óleo para bebê nos braços musculosos, simulando o efeito "suado" que persegue o ator durante todo o filme.

    O gênero Spoof – termo usado para descrever produções do tipo – tem como representantes nomes de peso como o clássico Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu!, e o sucesso de bilheteria Todo Mundo Em Pânico, cujo primeiro filme arrecadou cerca de $278 milhões ao redor do mundo. O êxito do último é a provável razão pela qual o filme ganhou espaço nas salas brasileiras, nos Estados Unidos, foi lançado diretamente em DVD. Aliás, Super Velozes, Mega Furiosos teve o roteiro escrito pelos mesmos roteiristas da série Todo Mundo em Pânico, Friedberg e Seltzer. Mesmo assim, o humor morno da comédia não teve sequer o carisma suficiente para prender o interesse dos amantes desse tipo de produção, que tendem a aceitar (quase) tudo.

    Com o propósito de satirizar de um campo fértil para piadas, ou seja, a figura do exagero usado nos longas de ação, com suas explosões banais e valentões clichês, Super Velozes, Mega Furiosos consegue a façanha de se tornar uma caricatura de si mesmo, uma espécie de paródia de um filme de comédia. Quase acerta no momento em que tenta brincar com chavões como o "asiático descolado", " o rapper que faz cameo" e a "modelo que virou atriz", mas a repetição constante das piadas, fazem as mesmas perderem o apelo. Uma verdadeira lição do que não se deve fazer em filmes do gênero.