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    SYRIANA - A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Difícil evitar comparações entre Syriana - A Indústria do Petróleo e Traffic (2000). Para começar, Stephen Gaghan é o nome que assina o roteiro de ambos E mais: é o diretor de Syriana - A Indústria do Petróleo. Além disso, ambos os longas-metragens são produzidos por Steven Soderbergh. O resultado é que, assim como Traffic, Syriana - A Indústria do Petróleo mostra algumas histórias paralelas, de cunho político, que mostram o impacto da indústria do petróleo em diversos níveis sociais, no mundo todo.

    Falar sobre a trama de Syriana - A Indústria do Petróleo é um tanto quanto difícil. As histórias são entrelaçadas de uma forma complicada, porém extremamente inteligente e bem-resolvidas pelo roteiro, indicado ao Oscar. Alguns personagens são chave para se entender a trama e os níveis que ela atinge: Bob Barnes (George Clooney, ganhador do Globo de Ouro e do Oscar de Ator Coadjuvante) é um agente da CIA que persegue terroristas no Oriente Médio; Bennett Holiday (Jeffrey Wright) é um executivo que investiga a fusão entre duas das maiores companhias petroleiras do mundo, Connex e Killen; Bryan Woodman (Matt Damon) é analista de energia que se torna conselheiro financeiro do Príncipe Nasir Al-Subaai (Alexander Siddig). Subaai, de inclinações reformistas, é o próximo a assumir o trono em um país extrator de petróleo no Golfo, mas quem acaba assumindo o governo é seu irmão mais novo, Meshal Al-Subaai (Akbar Kurtha), em manobra estrategista relacionada ao governo norte-americano. Também temos Wasim (Mazhar Munir), um jovem trabalhador paquistanês que perde seu emprego em uma extratora de petróleo após a entrada de chineses na sociedade da empresa e acaba se envolvendo com o terrorismo.

    Com atuações contidas, Syriana - A Indústria do Petróleo reúne um elenco forte o suficiente para segurar a história deste thriller político pesado, complexo, extremamente atual e pertinente. É um daqueles filmes que te prendem não pelos recursos visuais, mas intelectualmente: o espectador não quer piscar os olhos para perder um lance dessa trama complexa. Mas não espere por um clímax: o que reúne as histórias não é um acontecimento, mas a própria indústria do petróleo.

    Syriana - A Indústria do Petróleo funciona como um ousado alerta não somente em relação à indústria petroleira, mas também quanto ao dinheiro e o poder. Em um mundo cada vez mais conectado, poder e dinheiro movimentam golpes de estado, produzem novos miseráveis a cada dia em todo o mundo e são capazes de definir quem domina e quem é dominado.