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    TÁ DANDO ONDA

    Por Celso Sabadin
    26/10/2007

    Não é Disney. Não é Pixar. Não é a turma da Fox que fez A Era do Gelo, nem a DreamWorks do Shrek. O desenho animado Tá Dando Onda é a nova aposta da Sony (ex-Columbia Pictures) no milionário segmento da animação em longa-metragem. Uma aposta que tem tudo para dar certo: o desenho é dos mais divertidos e traz um padrão de qualidade que não fica devendo em nada aos maiores estúdios mundiais do gênero. Não por acaso, já que seus diretores vieram das campeãs Disney e Pixar: Ash Brannon foi co-diretor de Toy Story 2 e Chris Buck co-dirigiu Tarzan.

    O ponto inicial da trama é criar uma brincadeira sobre o premiado A Marcha dos Pingüins. Ainda que Happy Feet, da Warner, já tenha saído na frente com esta idéia, o roteiro de Tá Dando Onda propõe de fato a realização de um documentário cujo tema principal seria a figura de Cadu (Cody, no original) Maverick, um jovem e simpático pingüim que mora no Pólo Sul, mais precisamente numa região chamada Frio de Janeiro. Meio que na marra, Cadu representa a sua terra num campeonato internacional de surfe realizado no Havaí e lá ele descobre que, para ser um verdadeiro campeão, é necessário muito mais do que apenas surfar com maestria.

    Como sempre acontece neste segmento, os desenhos animados de longa-metragem se preocupam em agradar tanto aos adultos como às crianças. E, neste sentido, Tá Dando Onda dá conta do recado. As cenas iniciais, mostrando "antigos documentários" de campeonatos de surfe do passado, são brilhantes. As gozações com o mundo do esporte também. E os "grandinhos" certamente curtirão uma das mensagens principais do filme, que ataca a competitividade excessiva da sociedade atual e valoriza o prazer de se fazer com paixão aquilo que se gosta. Já as crianças têm personagens divertidos e bem construídos, um visual arrebatador e muita aventura. O ritmo do filme chega a cair em determinados momentos, mas o pique é retomado no final.

    Tá Dando Onda não chegou a ser um estouro de bilheteria nos EUA, onde faturou menos de US$ 60 milhões, valor não muito animador para uma produção deste porte. Mas, fazendo como Cadu, deixe a competitividade dos números de lado e leve a família ao cinema para curtir e se divertir.

    Uma curiosidade: na versão original, as vozes dos "cineastas" que realizam o documentário sobre Cadu Maverick são feitas pelos próprios diretores, Ash Brannon e Chris Buck.