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    TAINÁ, UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    A aventura infanto-juvenil Tainá estréia nacionalmente neste fim de semana já com um belíssimo número para comemorar: antes mesmo de seu “real” lançamento, o filme já foi visto por mais de 400 mil pessoas.

    Explicando melhor: em exibições em festivais e pré-estréias especiais, Tainá obteve 117 mil espectadores pagantes e outros 65 mil em exibições promocionais gratuitas para estudantes. Além disso, o filme já teve, em abril passado, uma espécie de “pré-lançamento” em sete cidades, onde alcançou um público de 234 mil pessoas.

    Agora, com o lançamento efetivamente nacional (120 salas distribuídas em 89 cidades brasileiras), espera-se que Tainá supere a expressiva marca de um milhão de pagantes. O filme tem méritos e qualidades para isso.

    A história gira em torno de Tainá (a expressiva e carismática Eunice Baía), uma indiazinha órfã de oito anos, que vive com o avô às margens do Rio Negro. Defensora da natureza, a garota passa os dias desarmando armadilhas e libertando pequenos animais da floresta. Até que um dia ela se depara com a quadrilha de Shoba (Alexandra Zachia), um inescrupuloso traficante de animais. Tendo como ajuda apenas seu macaquinho Catu e seu amigo branco Joninho (Caio Romei, divertido), Tainá vai tentar impedir a ação dos bandidos, metendo-se numa série de confusões típicas dos filmes estilo Sessão da Tarde.

    Tainá tem tudo para agradar aos públicos infantil e infanto-juvenil, sem aborrecer os adultos. O filme é ágil, dinâmico, bem montado e traz belíssimas imagens da Amazônia, muito bem fotografadas por Marcelo Corpanni. Os diálogos são divertidos e a escolha da estreante Eunice Baía para o papel título (uma indiazinha de verdade) mostrou-se das mais acertadas, dando mais veracidade e credibilidade à história.

    No Festival de Gramado do ano passado, o filme foi exibido para uma platéia de estudantes que riram, vibraram e aplaudiram durante o tempo todo. Ótimo sinal. Entre os adultos presentes na sessão, prevalecia o comentário – até certo ponto bastante preconceituoso – de que a produção era tão boa “que nem parecia filme brasileiro”.

    Tainá marca uma verdadeira “volta por cima” da diretora Tânia Lamarca, que se recupera assim de seu filme anterior, o fracasso Buena Sorte, que sequer chegou a estrear nacionalmente. Tânia assina a concepção final de Tainá e divide a direção com Sérgio Bloch. Destaque especial para a empolgante trilha sonora de Luiz Avellar, executada pela Orquestra Petrobras Pró-Música.

    Tainá ganhou os prêmios de Melhor Filme no Festival BR 2000, melhor filme e melhor fotografia no Festival de Natal e melhor fotografia no 5º Brazilian Film Festival of Miami.

    25 de junho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br