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    TERREMOTO: A FALHA DE SAN ANDREAS

    Produção com Dwayne Johnson é típico filme catástrofe
    Por Daniel Reininger
    27/05/2015

    Terremoto: A Falha De San Andreas é um show visual de destruição, melhor apreciado em Imax 3D ou, se estiver disponível em sua cidade, em 4D. Entretanto, além disso, o filme se apresenta como típico filme catástrofe, sem novidades, sem reviravoltas, no qual os protagonistas são simplesmente peças em um tabuleiro que não podem influenciar, já que toda ação acontece independente deles. Como consequência, o longa só existe para vê-los tentar sobreviver por duas horas e isso é extremamente cansativo.

    O filme em si segue o padrão de tantos outros, como 2012, O Dia Depois De Amanhã (a lista poderia continuar por um bom tempo aqui) e o problema é que já vimos tudo isso antes: a família reunida pela catástrofe, novos amigos são feitos em momento de necessidade, todos à procura de entes queridos e as cenas de ação têm o único objetivo de fazer os protagonistas salvarem as próprias vidas, impotentes além disso. Nada novo.

    E o roteiro ainda não ajuda, afinal a história descarta rapidamente alguns dos elementos (potencialmente) mais interessantes da trama, como, por exemplo, a dinâmica da equipe de salvamento dos bombeiros de Los Angeles, bem apresentada logo de cara e esquecida em poucos minutos. A trama, na verdade, acompanha Ray (Dwayne Johnson) e sua família, sua esposa é interpretada por Carla Gugino e a filha por Alexandra Daddario. Os três precisam sobreviver e se encontrar o mais rápido possível. É isso, ponto.

    Claro que o patriotismo rola solto, a engenhosidade dos norte-americanos é apontada incansavelmente como responsável pelo salvamento de milhões de vidas, a bandeira tremula intacta após o desastre, coisas que já esperamos de um filme do tipo. E para não chocar os mesmos espectadores norte-americanos, milhões morrem em segundos na telona, mas não vemos um corpo se quer. Nunca. É o desastre máximo em sua forma mais limpa possível.

    Como os personagens são construídos de forma superficial, esperamos que, ao menos, as cenas de destruição compensem e sejam empolgantes e divertidas. E os dois primeiros terremotos, de fato, são interessantes. O problema é que a partir daí as coisas ficam monótonas, sem graça mesmo, e nenhum dos momentos finais chega perto dos primeiros tremores. Pior, as melhores cenas estão nos trailers e vídeos divulgados com antecedência, portanto, não espere ser surpreendido com algo espetacular que ainda não viu nas prévias, pois isso não vai acontecer.

    Diferente de Mad Max: Estrada Da Fúria, e será difícil não comparar qualquer filme de ação dos próximos meses com o ótimo filme de George Miller, Terremoto: A Falha De San Andreas não empolga, não gera tensão e raramente faz o espectador sentir qualquer coisa pelos protagonistas. Longos momentos de diálogos descartáveis tornam o filme ainda mais maçante e tudo que queremos é que a terra volte a tremer para animar um pouco as coisas.

    Ninguém esperava algo tão impactante como O Impossível, que mostra a realidade cruel do terrível tsunami que atingiu a Tailândia em 2004, mas era justo esperar diversão despreocupada como a do interessante Godzilla, de 2014. Nenhum dos dois acontece aqui. Ao menos, Dwayne Johnson consegue mais uma vez se mostrar como grande ator de ação e sua presença, mais do que seu impotente personagem jamais poderia fazer, realmente salva o dia.