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    O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

    Wes Anderson dá vida a mais um de seus fantásticos mundos
    Por Roberto Guerra
    02/07/2014

    Wes Anderson (de Moonrise Kingdom e Os Excêntricos Tenenbaums) é certamente um dos diretores e roteiristas mais originais da cena atual. Seu cinema é inconfundível, expressivo e carregado de uma visão artística que o distancia da mesmice, proporcionando ao espectador, quase que invariavelmente, uma experiência recompensadora. Assim é Grande Hotel Budapeste: cinema inspirado para se curtir de mente aberta.

    A produção é ambientada na fictícia República de Zubrowka, na Europa da década de 30, e narra as aventuras do concierge Gustave H. (Ralph Fiennes) e de Zero Moustafa (Tony Revolori, jovem, e F. Murray Abraham, adulto), mensageiro que se torna seu inseparável amigo. Os dois trabalham no hotel que dá título ao filme numa região alpina do Leste Europeu. Excêntrico, amante de poesia, perfumes e senhoras mais velhas, o gerente se vê vítima de uma conspiração quando sua adorada Madame D (Tilda Swinton, envelhecida com maquiagem) é encontrada morta.

    A produção foi livremente inspirada na obra do austríaco Stefan Zweig, que se exilou no Brasil no século passado e cometeu suicídio em Petrópolis em 1942. Nas mãos de Anderson, o material vira um filme espirituoso e bem conduzido, ratificando o talento e estilo único do cineasta. Trabalho que carrega o contumaz acabamento visual, a paleta de cores marcante, os característicos travellings e a insuspeita habilidade de Anderson em explorar personagens, mesmo os que estão de passagem – o longa tem participações especiais de Tom Wilkinson, Bill Murray, Harvey Keitel, Owen Wilson, Willem Dafoe, entre outros.

    Esta talvez seja a grande habilidade do diretor, trabalhar com maestria elementos visuais diferentes, personagens diversos, gêneros variados (o filme mescla comédia, suspense, romance, ação e drama) sem nunca se perder. Sente-se O Grande Hotel Budapeste do começo ao fim como um todo homogêneo. E é preciso muita habilidade e confiança para levar adiante um filme ambicioso como esse sem que, em nenhum momento, o fantasioso mundo apresentado soe forçado.

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