Pôster de The Old Guard

THE OLD GUARD

(The Old Guard)

2020 , 125 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 10/07/2020

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gina Prince-Bythewood

    Equipe técnica

    Roteiro: Greg Rucka

    Produção: A.J. Dix, Beth Kono, Charlize Theron, Dana Goldberg, David Ellison, Don Granger, Marc Evans, Toby Hefferman

    Fotografia: Barry Ackroyd, Tami Reiker

    Trilha Sonora: Dustin O'Halloran, Volker Bertelmann

    Estúdio: Denver and Delilah Productions, Dune Films, Image Comics, Marc Evans Productions, Marc Platt Productions, netflix, Skydance Media

    Montador: Terilyn A. Shropshire

    Distribuidora: netflix

    Elenco

    Anamaria Marinca, Andrei Zayats, Charlize Theron, Chiwetel Ejiofor, Harry Melling, Joey Ansah, KiKi Layne, Luca Marinelli, Marwan Kenzari, Matthias Schoenaerts, Mette Towley, Natacha Karam, Olivia Ross, Orlando Seale

  • Crítica

    03/07/2020 17h19

    Por Alexandre Dias

    Charlize Theron é mestra em escolher projetos de ação eficazes, que não são grandes blockbusters, mas ao mesmo tempo possuem uma estrutura boa para um filme desse gênero empolgar o espectador. Esse foi o caso de Atômica, por exemplo. The Old Guard, novo longa da Netflix com a atriz, seguiu o mesmo caminho, porém diferente do primeiro, em que a expectativa por uma trama ao estilo John Wick foi levemente subvertida por um thriller com algumas cenas de ação, o segundo tem todos os elementos que promete ao público. 

    Inclusive, até demais. O filme é inspirado nas histórias em quadrinhos da Image Comics de Greg Rucka - também roteirista - e Leandro Fernandez. De fato, a estrutura da narrativa é muito parecida com os gibis de super-heróis e anti-heróis; há um certo caráter episódico, que se fosse adaptado em forma de série também faria sentido. Assim como os longas da Marvel, em que o final sempre coloca uma dica para o próximo, The Old Guard permanece em um círculo introdutório, algo que deixa a sensação de que o melhor ainda está por vir quando acaba. Nem por isso a mitologia e os personagens não conseguem empolgar. 

    Na história, uma longeva equipe de guerreiros imortais realiza missões ao redor do mundo há anos. A comunidade faz isso em sigilo, mas nada fica escondido nos dias atuais. Além disso, uma nova integrante do grupo coloca os valores do time em questão. A premissa de Rucka acaba sendo mais relevante na história do que o seu desenvolvimento. Andy (Theron), Booker (Matthias Schoenaerts), Joe (Marwan Kenzari) e Nicky (Luca Marinelli) oferecem explicações constantes à novata Nile (KiKi Layne) sobre o que está ocorrendo com ela, de um modo muito mais teórico do que prático. 

    Desta forma, o carisma dos atores contribui imensamente nesse ritmo cadenciado, que se intensifica principalmente no segundo ato. Todos têm arcos interessantes, mesmo que o roteiro faça algumas ligações forçadas com o conflito geral da trama. Essas qualidades também se devem ao fato da equipe não ser estereotipada e rendida a padrões tradicionais de Hollywood. A representatividade e diversidade dos imortais é ótima, com o romance entre dois homens do grupo, por exemplo, sendo a interação mais cativante dele. Quando todos estão reunidos, o filme demonstra o seu verdadeiro potencial. 

    A prova disso é a primeira cena de ação, a melhor de todas disparada. Nela, os guerreiros mostram as suas habilidades, muito representadas pela mistura de armas de fogo e aquelas de outras eras, como machados e espadas. A diretora Gina Prince-Bythewood (A Vida Secreta Das Abelhas) fez um trabalho competente nas filmagens dos combates, em que o espectador consegue acompanhar todos os golpes. Contudo, por mais que essa técnica permaneça até o fim da história, a falta de situações de ação mais empolgantes pode ser sentida. Ainda assim, ver Theron entrando de cabeça na pancadaria nunca é demais. 

    Tecnicamente, são utilizadas algumas táticas para elevar a dramaticidade e grandiosidade das cenas, como a trilha sonora carregada de Volker Bertelmann e Dustin O'Halloran. Ao contrário de produções como Guardiões Da Galáxia e Em Ritmo De Fuga, o resultado não soa tão natural, justamente porque o roteiro de Rucka fica um passo atrás nos seus pontos de virada. O texto também se assemelha ao universo cinematográfico da Marvel nesse sentido, em que alguns filmes se resumem a uma grande apresentação. 

    Felizmente, os quadrinhos de The Old Guard foram apresentados na mídia cinematográfica com diversão e um pano de fundo que sustenta os amantes de adaptações dos gibis e de ação. E se em muitas franquias os espectadores ficam receosos de que uma sequência poderia anular os méritos do filme original, a possível continuação da Netflix não precisa ter essa preocupação. O exagero é bem-vindo na saga, afinal, estamos falando de guerreiros imortais que são quase super-heróis milenares. 



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