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    A POSSESSÃO DO MAL

    Longa é mais um do gênero que não sai do lugar comum
    Por Iara Vasconcelos
    01/10/2015

    Não é novidade que o terror está saturado de clichês. O subgênero Found Footage, que simula gravações reais, geralmente provenientes de câmeras caseiras, se tornou grande favorito dos diretores após A Bruxa De Blair, um dos maiores expoentes ao lado de Holocausto Canibal. Infelizmente, nem todas as produções conseguem alcançar a qualidade desses clássicos. A Possessão Do Mal, longa do estreante David Jung, é mais um filme a seguir o caminho da mediocridade.

    A trama flerta com o ceticismo "ateu" e acompanha o documentarista Michael King, que após a morte da esposa, está obstinado a provar que não há vida após a morte. Ele mergulha então no universo sobrenatural e tenta, de todas as formas, invocar demônios e outros espíritos malignos na esperança de que não se manifestem e provem sua teoria.

    King passa a documentar todas suas tentativas de chamar a atenção do demônio – que provavelmente tinha algo melhor para fazer por boa parte do filme. Apesar do estilo found footage tentar dar um tom de realismo, há furos de fotografia que tiram totalmente a credibilidade do filme, como certos ângulos que seriam impossíveis de serem captados por apenas um cinegrafista, ou uma câmera estática, tornando a ideia de gravação caseira irreal e quebrando de vez a pouca imersão que tenta proporcionar.

    Ao menos, Shane Johnson convence no papel de protagonista e mostra atuação consistente nos momentos mais dramáticos do filme. Jung aposta nas cenas de "gore" (violência explícita) para prender o público, mas, a verdade, é que essa apelação não salva a obra da falta de criatividade. Com isso, o longa não parece nada mais além de um recorte de referências de outros filmes do gênero.

    A sequência da possessão de Michael, por exemplo, não poderia ser mais clichê: Olhos revirados, vômito de sangue e uma força maior que o faz entalhar pentagramas na própria pele são alguns dos absurdos que marcam a cena, só faltou mesmo uma roda de sal ou outra invocação vodu.

    O que está matando lentamente os filmes de terror não é a batida temática sobre demônios ou magia negra, mas sim a atitude "em time que está ganhando não se mexe", que leva diretores a não explorarem outros ângulos desses assuntos. Assim como outras produções recentes, Possessão do mal consegue a proeza de errar.