cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    THOR: RAGNAROK

    Por Daniel Reininger
    19/10/2017

    Os filmes solo do Deus do Trovão da Marvel, Thor, tendem a ser os mais criticados do MCU, talvez porque nunca se encontrou o tom certo para as histórias desse personagem bizarro, que é um deus nórdico alienígena que vive num castelo medieval no meio do espaço. Por isso a escolha de Taika Waititi como diretor foi o passo certo para explorar melhor esse lado.

    Não que o filme seja espetacular, não é, mas é bom o suficiente para valer o ingresso. O longa consegue ser divertido como qualquer filme da Marvel. A fórmula segue a lógica do estúdio até aqui, a diferença é que, ao abusar de elementos bizarros vistos em Guardiões Da Galáxia e Doutor Estranho, o mundo de Thor se torna mais interessante e a narrativa funciona melhor.

    A trama mostra como a deusa Hela, vivida por Cate Blanchett, retorna para dominar Asgard e Thor precisa salvar sua terra e os 9 reinos que fazem parte do domínio de Odin. Nada de novo aí, mas o filme dá uma desviada para aproveitar o arco Planeta Hulk, ao mostrar o deus do trovão obrigado a se tornar um gladiador e lutar contra seu amigo verde. O reencontro dos dois é o ponto alto do longa, obviamente.

    Aliás, a participação do Hulk é muito boa no geral. O Gigante Esmeralda aparece de uma forma como nunca vimos no cinema e o próprio Bruce Banner está bem diferente dos filmes anteriores. A atuação de Mark Ruffalo está muito mais desesperada e cômica, dando um ar interessante ao personagem, que passou por poucas e boas nos últimos 2 anos. Apesar da boa participação do herói, algumas vezes a atuação de Ruffallo perde um pouco a mão e cai demais no caricato, mas não chega a ser um problema grave a ponto de estragar sua presença.

    Já a narrativa do filme segue clichês básicos ao mostrar o triunfo de um herói novamente hesitante, mas pelo menos o filme é ágil e fluido. Infelizmente, o senso de humor nem sempre acerta. Na verdade, em diversos momentos, o longa apela para piadas físicas ou exageradas, muitas vezes desnecessárias, incluídas apenas para arrancar risadas fáceis do público. Gostar ou não desse tipo de gracinha é algo bastante pessoal, mas certamente quem já reclama do tom habitual dos filmes da Marvel, vai se irritar ainda mais com Thor.

    Visualmente, o longa é incrível, ainda mais colorido do que os outros filmes da Casa das Ideias, com cenários e personagens bastante criativos. Sakaar é um lugar interessante demais, com uma sociedade bizarra e sem lei que só podia ser dominada por um tipo estranho como o Grão Mestre, vivido pelo ótimo Jeff Goldblum. A trilha sonora também dá um show e é uma das melhores entre os filmes da Marvel.

    Com atuações caricatas, mas curiosamente interessantes, como do próprio Chris Hemsworth, o longa apresenta ainda a primeira vilã do universo cinematográfico da Marvel, que mesmo com uma atriz de peso como Cate Blanchet por trás da antagonista, ainda não consegue ser a personagem de peso que gostaríamos de ver.

    Como esperado, Thor: Ragnarok não apresenta nada novo em termos de narrativa ou história, mas continua a ampliar o ótimo universo cinematográfico da Marvel e, como os outros filmes do estúdio, faz um ótimo trabalho no quesito diversão.