Cartaz de Thor: Ragnarok

THOR: RAGNAROK

(THOR: RAGNAROK)

2017 , 130 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 26/10/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Taika Waititi

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher Yost, Craig Kyle, Eric Pearson

    Produção: Kevin Feige

    Fotografia: Javier Aguirresarobe

    Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

    Estúdio: Marvel Entertainment, Marvel Studios, Walt Disney Pictures

    Montador: Joel Negron, Zene Baker

    Distribuidora: Buena Vista Pictures, Walt Disney Pictures

    Elenco

    Amali Golden, Anthony Hopkins, Ashley Ricardo, Benedict Cumberbatch, Cate Blanchett, Charlotte Nicdao, Chris Hemsworth, Clancy Brown, Georgia Blizzard, Idris Elba, Jaimie Alexander, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Rachel House, Ray Stevenson, Shalom Brune-Franklin, Tadanobu Asano, Taika Waititi, Tessa Thompson, Tom Hiddleston, Zachary Levi

  • Crítica

    19/10/2017 14h00

    Por Daniel Reininger

    Os filmes solo do Deus do Trovão da Marvel, Thor, tendem a ser os mais criticados do MCU, talvez porque nunca se encontrou o tom certo para as histórias desse personagem bizarro, que é um deus nórdico alienígena que vive num castelo medieval no meio do espaço. Por isso a escolha de Taika Waititi como diretor foi o passo certo para explorar melhor esse lado.

    Não que o filme seja espetacular, não é, mas é bom o suficiente para valer o ingresso. O longa consegue ser divertido como qualquer filme da Marvel. A fórmula segue a lógica do estúdio até aqui, a diferença é que, ao abusar de elementos bizarros vistos em Guardiões Da Galáxia e Doutor Estranho, o mundo de Thor se torna mais interessante e a narrativa funciona melhor.

    A trama mostra como a deusa Hela, vivida por Cate Blanchett, retorna para dominar Asgard e Thor precisa salvar sua terra e os 9 reinos que fazem parte do domínio de Odin. Nada de novo aí, mas o filme dá uma desviada para aproveitar o arco Planeta Hulk, ao mostrar o deus do trovão obrigado a se tornar um gladiador e lutar contra seu amigo verde. O reencontro dos dois é o ponto alto do longa, obviamente.

    Aliás, a participação do Hulk é muito boa no geral. O Gigante Esmeralda aparece de uma forma como nunca vimos no cinema e o próprio Bruce Banner está bem diferente dos filmes anteriores. A atuação de Mark Ruffalo está muito mais desesperada e cômica, dando um ar interessante ao personagem, que passou por poucas e boas nos últimos 2 anos. Apesar da boa participação do herói, algumas vezes a atuação de Ruffallo perde um pouco a mão e cai demais no caricato, mas não chega a ser um problema grave a ponto de estragar sua presença.

    Já a narrativa do filme segue clichês básicos ao mostrar o triunfo de um herói novamente hesitante, mas pelo menos o filme é ágil e fluido. Infelizmente, o senso de humor nem sempre acerta. Na verdade, em diversos momentos, o longa apela para piadas físicas ou exageradas, muitas vezes desnecessárias, incluídas apenas para arrancar risadas fáceis do público. Gostar ou não desse tipo de gracinha é algo bastante pessoal, mas certamente quem já reclama do tom habitual dos filmes da Marvel, vai se irritar ainda mais com Thor.

    Visualmente, o longa é incrível, ainda mais colorido do que os outros filmes da Casa das Ideias, com cenários e personagens bastante criativos. Sakaar é um lugar interessante demais, com uma sociedade bizarra e sem lei que só podia ser dominada por um tipo estranho como o Grão Mestre, vivido pelo ótimo Jeff Goldblum. A trilha sonora também dá um show e é uma das melhores entre os filmes da Marvel.

    Com atuações caricatas, mas curiosamente interessantes, como do próprio Chris Hemsworth, o longa apresenta ainda a primeira vilã do universo cinematográfico da Marvel, que mesmo com uma atriz de peso como Cate Blanchet por trás da antagonista, ainda não consegue ser a personagem de peso que gostaríamos de ver.

    Como esperado, Thor: Ragnarok não apresenta nada novo em termos de narrativa ou história, mas continua a ampliar o ótimo universo cinematográfico da Marvel e, como os outros filmes do estúdio, faz um ótimo trabalho no quesito diversão.



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