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    TITANIC

    Para um filme não pensado e desenvolvido em 3D, o resultado alcançado pela equipe de Cameron é gratificante<br />
    Por Roberto Guerra
    12/04/2012

    Quando Titanic foi lançado em 1997 o ceticismo era grande. Muitos previam um cenário de fracasso para o filme de orçamento recorde e sem estrelas no elenco. Para embasar os prognósticos pessimistas, argumentava-se que a história da tragédia já era batida e a ideia de contá-la com um gancho romântico era a pá de cal definitiva sobre o projeto. A realidade se mostrou diametralmente oposta: maior bilheteria de todos os tempos (recorde mantido por 12 anos) e 11 Oscars a confirmar que Titanic é o blockbuster mais importante e popular dos últimos anos.

    O sucesso arrebatador cooptou para o filme alguns detratores, como de praxe. Há quem o chame de piegas, melodramático, manipulador e de filme-espetáculo, esta última como se tratasse de um demérito. Sim, Titanic é vistoso, bonito, trágico e romântico. E essas são algumas de suas muitas qualidades. Cameron foi audacioso ao inserir uma trama à Romeu e Julieta dentro do cenário de tragédia do Titanic, conseguiu arrancar uma química incrível entre o pobre Jack Dawson e a menina rica Rose DeWitt Bukater, e faz o espectador transitar por um filme de três horas de duração sem que se sinta o tempo transcorrer.

    Titanic é um exemplo de como se contar uma história, de como estruturar o conjunto de imagens de um filme numa narrativa fluida e envolvente. A audiência faz uma viagem no tempo, embarca no navio e compartilha dos dramas e conflitos de seus personagens. Tudo de forma clara e simples. E ser simples e objetivo é a melhor maneira de se dialogar com públicos diversos, pretensão que o filme atingiu com maestria indiscutível.

    Para os raros que ainda não viram o filme ou desconhecem seu enredo, a história gira em torno de Jack (Leornado DiCaprio) um jovem nômade que embarca na primeira e única viagem do Titanic depois de ganhar a passagem numa mesa pôquer. No navio ele conhece Rose (Kate Winslet), bela aristocrata que, diante da falência de sua família, tem a chance de melhorar de vida casando com o milionário Cal Hockley (Billy Zane) de quem é noiva. Do encontro de Jack e Rose surge uma paixão avassaladora e proibida que ganha contornos trágicos quando o navio se choca com um iceberg.

    Terceira dimensão

    Titanic não foi originalmente captado em 3D, o que significa que sua transposição para o formato não é capaz de trazer ao filme a diferença substancial que muitos imaginam. O ganho está na profundidade de campo de muitas cenas, em geral nas mais estáticas. Não há pedaços de iceberg saltando da tela ou coisas do tipo. Ainda assim, para um filme não pensado e desenvolvido em 3D o resultado alcançado pela equipe de Cameron é gratificante. Cenas como a que Jack e Rose vão para a festa da 3ª classe se enriquecem bastante com a terceira dimensão. Sapateado, dança, braço de ferro e cerveja derramada. E o 3D te põe lá, dentro da festa.

    Além de um tributo aos 100 anos do naufrágio que ainda choca pela dureza de seu drama, trazer Titanic de volta aos cinemas dá a chance para que uma nova geração conheça e desfrute deste ótimo filme na tela grande, onde foi feito para ser exibido.